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Fiscal investigado abre offshore na Suíça para beneficiar Ultrafarma, revelam documentos

Artur Gomes da Silva Neto movimentou R$ 1 bilhão em contas offshores e prestou consultoria tributária a empresas investigadas pela Justiça

Auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto (Foto: Reprodução)
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  • Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), foi preso por consultoria tributária ilegal.
  • A investigação, chamada “Operação Suíça”, revelou movimentações de cerca de R$ 1 bilhão em operações financeiras no exterior nos últimos cinco anos, incluindo contas offshores.
  • Artur, de 44 anos, foi detido em 12 de agosto e sua prisão temporária foi convertida em preventiva. Ele pagou R$ 198.304 a intermediários para abrir cinco contas no exterior.
  • Ele prestava consultoria tributária para empresas como Fast Shop e Ultrafarma, orientando sobre ressarcimento de ICMS.
  • O governo de São Paulo instaurou um procedimento administrativo para verificar pedidos de ressarcimento relacionados às práticas irregulares.

O auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), Artur Gomes da Silva Neto, foi preso sob a acusação de consultoria tributária ilegal. A investigação, chamada de “Operação Suíça”, revelou que ele movimentou cerca de R$ 1 bilhão em operações financeiras no exterior nos últimos cinco anos, incluindo a criação de contas offshores.

Artur, de 44 anos, foi detido em 12 de agosto e, recentemente, sua prisão temporária foi convertida em preventiva. Ele estava envolvido em transações que incluíam a abertura de cinco contas no exterior e a movimentação de € 10 mil. Os dados obtidos pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicam que ele pagou R$ 198.304 a intermediários para estabelecer essas contas.

Além de sua exoneração da Sefaz, Artur mantinha relações com empresas como Fast Shop e Ultrafarma, onde prestava consultoria em assuntos tributários. O MP-SP apurou que ele orientava essas empresas sobre como proceder em questões de ressarcimento de ICMS, atuando em todas as etapas do processo, desde a documentação até a assinatura dos reembolsos.

Investigação em Andamento

Os promotores destacam que o esquema de Artur e as empresas envolvidas pode ter movimentado R$ 1 bilhão em cinco anos. A empresa Smart Tax, criada por Artur e sua mãe, foi utilizada para formalizar contratos com diversas companhias. O capital social da Smart Tax saltou de R$ 50 mil em 2021 para R$ 500 mil em 2022, enquanto o patrimônio da mãe de Artur teve um aumento exponencial, passando de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2023.

Outras empresas, como Grupo Nós, que controla a rede de lojas Oxxo, e Kalunga, também estão sendo investigadas. O MP-SP ainda não confirmou irregularidades nessas relações, mas a situação está sob análise. A Fast Shop e a Ultrafarma afirmaram estar colaborando com as investigações e que as informações serão esclarecidas ao longo do processo.

Consequências e Reações

A gestão do governador Tarcísio de Freitas instaurou um procedimento administrativo para verificar todos os pedidos de ressarcimento relacionados às práticas irregulares. Artur, que se comunicava frequentemente com empresas em busca de celeridade na obtenção de créditos tributários, agora enfrenta sérias acusações que podem impactar significativamente sua carreira e as empresas envolvidas.

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