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Jurista aponta evidências de genocídio em Gaza e desafia Israel em entrevista

Francesca Albanese alerta para genocídio em Gaza e pede ações imediatas da comunidade internacional diante da crise humanitária crescente

Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados. 29/07/2025 (Foto: Simona Granati/Corbis/Getty Images)
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  • Francesca Albanese, relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), acusou Israel de genocídio em Gaza em seu relatório “Anatomia de um Genocídio”, publicado em março de 2024.
  • O relatório documentou mais de trinta mil mortes, incluindo treze mil crianças, e a destruição de setenta por cento das áreas residenciais.
  • Albanese afirmou que oitenta por cento da população de Gaza está deslocada e criticou a ineficácia da ONU em agir diante da situação.
  • Ela identificou três atos que caracterizam o genocídio e destacou a intenção destrutiva de Israel, citando declarações de líderes israelenses que desumanizam os palestinos.
  • A relatora pediu que os Estados-membros da ONU suspendam o comércio e imponham sanções a Israel, enquanto a França e outros países do G7 planejam reconhecer um Estado palestino na Assembleia Geral da ONU.

Francesca Albanese, relatora especial da ONU, acusou Israel de genocídio em Gaza em seu relatório “Anatomia de um Genocídio”, publicado em março de 2024. Albanese, que ocupa o cargo desde 2022, documentou mais de 30 mil mortes, incluindo 13 mil crianças, e a destruição de 70% das áreas residenciais. A jurista destacou que a comunidade internacional, incluindo o Brasil, se isenta de responsabilidade diante da situação “apocalíptica” em Gaza.

A relatora também mencionou que 80% da população de Gaza está deslocada, e que a ONU não tem conseguido agir de forma eficaz. Em seu relatório, Albanese identificou três atos que caracterizam o genocídio: matar membros de um grupo, causar danos físicos ou mentais graves e impor condições de vida que visam a destruição do grupo. Ela afirmou que a intenção destrutiva por parte de Israel é evidente, citando declarações de líderes israelenses que desumanizam os palestinos.

A situação em Gaza é descrita como um desastre criado pelo homem, e Albanese criticou a falta de ações concretas por parte da comunidade internacional, que se limita a emitir condenações. Ela pediu que os Estados-membros da ONU suspendam o comércio e imponham sanções a Israel. A relatora também comentou sobre a crescente violência contra jornalistas, com a morte de cinco profissionais em um ataque recente, e a dificuldade de acesso à informação em Gaza.

A França e outros países do G7 planejam reconhecer um Estado palestino na Assembleia Geral da ONU, mas Albanese questiona a sinceridade dessa medida, sugerindo que pode ser uma forma de ganhar tempo enquanto a situação se agrava. Ela enfatizou que a solução de dois Estados ainda é possível, mas depende de ações concretas e imediatas da comunidade internacional.

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