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PM do Rio planeja contratar call center para atender emergências do 190

Polícia Militar do Rio de Janeiro busca melhorar atendimento do 190 com terceirização, após queda significativa nas chamadas atendidas

Novo call center. Policiais militares que atuam hoje no serviço de emergência seriam substituídos por terceirizados (Foto: Brenno Carvalho / 31-03-2023)
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  • A Polícia Militar do Rio de Janeiro está considerando a contratação de uma empresa de call center para atender o serviço de emergência 190.
  • A medida visa realocar policiais para atividades de policiamento e melhorar a eficiência do atendimento.
  • A licitação já foi iniciada e prevê a contratação de 188 atendentes terceirizados, que trabalharão em turnos de seis horas no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
  • Um estudo apontou que apenas 82,42% das chamadas foram atendidas em outubro do ano passado, abaixo do ideal de 93%.
  • A proposta de terceirização também busca reduzir custos, com estimativa de R$ 1,8 milhão mensais, um aumento de 44% em relação ao gasto atual.

Diante da queda no percentual de chamadas atendidas pelo serviço de emergência 190, a Polícia Militar do Rio de Janeiro está avaliando a contratação de uma empresa de call center. A medida visa realocar policiais para atividades de policiamento, permitindo um atendimento mais eficiente.

A licitação para a contratação já foi iniciada, prevendo 188 atendentes terceirizados que atuarão em turnos de seis horas. Esses profissionais estarão baseados no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde o serviço funcionará 24 horas, com supervisão policial. O modelo é semelhante ao adotado em São Paulo, onde atendentes civis registram chamadas e direcionam para os setores competentes.

A decisão surge após um estudo que apontou uma deterioração progressiva no atendimento do 190, com apenas 82,42% das chamadas atendidas em outubro do ano passado, bem abaixo do ideal de 93%. A média diária de atendentes caiu de 31 para 22, impactada por questões de saúde e movimentações internas.

Além disso, a central 190 enfrentou um aumento de 24% nas chamadas, passando de 136 mil em 2023 para 167 mil no último ano. Essa situação reforça a urgência de medidas corretivas, conforme o estudo elaborado pela Diretoria Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação da PM.

A proposta de terceirização também visa reduzir custos, com estimativas de que o serviço mensal custe cerca de R$ 1,8 milhão, um aumento de 44% em relação ao gasto atual com os profissionais do 190. A expectativa é que a nova contratação traga uma redução nos custos e uma reposição mais ágil de mão de obra.

Os novos atendentes passarão por avaliações psicológicas e devem ter mais de 18 anos, além de Ensino Médio completo. A experiência de outros estados, como Sergipe, onde o atendimento é terceirizado desde 2009, mostra que essa abordagem pode ser eficaz, desde que haja um foco na qualidade do atendimento.

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