- O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) protocolou uma representação no Banco Central pedindo a suspensão da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
- A solicitação é baseada na conexão do Banco Master com a gestora REAG Investimentos, que está sob investigação na Operação Carbono Oculto, relacionada à lavagem de dinheiro do PCC.
- A aquisição do Banco Master já gerava preocupações no mercado devido à exposição a ativos de difícil liquidez.
- Felix alerta que a operação pode comprometer o patrimônio público do Distrito Federal, caso o BRB incorpore ativos envolvidos em atividades ilícitas.
- A REAG Investimentos possui vínculos com o BRB e já foi mencionada em investigações anteriores, como a Operação Fundo Fake, que envolveu fraudes em fundos de pensão.
O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) protocolou uma representação no Banco Central solicitando a suspensão da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A solicitação é motivada pela conexão do Banco Master com a gestora REAG Investimentos, mencionada em investigações da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
A aquisição do Banco Master, anunciada pelo BRB, já gerava preocupações no mercado devido à exposição do banco a ativos de difícil liquidez. Felix alerta que a operação pode comprometer o patrimônio público do Distrito Federal, caso o BRB incorpore ativos que possam estar envolvidos em atividades ilícitas. O deputado destaca que a REAG controla a holding do Will Bank, onde o Banco Master realiza cerca de 75% das operações bancárias.
Vínculos e Riscos
Felix aponta um “emaranhado de vínculos” que liga o Banco Master a estruturas financeiras sob investigação, relacionadas ao uso de fintechs e fundos de investimento para lavagem de dinheiro. A REAG Investimentos já possui uma relação com o BRB, o que poderia criar um conflito de interesses na negociação. Por meio do fundo Borneo FIP Multiestratégia, a REAG detém ações do BRB e participou da Assembleia Geral que aprovou o aumento de capital para a aquisição do Master.
Além disso, a representação menciona que, em 2020, a Operação Fundo Fake da Polícia Federal já havia indicado a colaboração entre o Banco Master, então chamado de Banco Máxima, e a REAG em um esquema que prejudicou fundos de pensão de servidores públicos. A Receita Federal identificou 40 fundos de investimento controlados pelo PCC, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões, reforçando a gravidade das alegações.
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