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Lewandowski defende PEC da Segurança como primeiro passo contra crime organizado

Megaoperação revela esquema de lavagem de dinheiro com R$ 52 bilhões em movimentações, destacando a urgência da PEC da Segurança Pública

Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e, ao fundo, o chefe da PF, Andrei Passos Rodrigues (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • Uma megaoperação contra o crime organizado foi realizada em dez estados do Brasil nesta quinta-feira, 28.
  • A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça, visa combater a adulteração de combustíveis e a lavagem de dinheiro.
  • As movimentações financeiras investigadas somam R$ 52 bilhões nos últimos quatro anos.
  • A Polícia Federal cumpriu doze mandados em cidades como São Paulo e Campinas, focando em empresas ligadas a postos de combustíveis.
  • O sequestro de fundos e o bloqueio de R$ 1,2 bilhão foram autorizados pela Justiça Federal.

Megaoperação contra crime organizado é deflagrada em dez estados

Uma megaoperação contra o crime organizado foi realizada nesta quinta-feira, 28, com mandados de busca e apreensão em dez estados do Brasil. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça, visa combater a adulteração de combustíveis e a lavagem de dinheiro, com movimentações que somam R$ 52 bilhões nos últimos quatro anos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou a importância da operação, que é considerada a maior já realizada para enfrentar a infiltração do crime na economia formal. Ele enfatizou a necessidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que busca integrar as forças de segurança e promover um compartilhamento eficaz de informações.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, ressaltou a colaboração entre autoridades estaduais e federais, afirmando que a operação atingiu o “andar de cima” do crime organizado. A investigação revelou que os suspeitos utilizavam uma rede de fundos de investimento para ocultar recursos ilícitos, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

A Polícia Federal cumpriu 12 mandados em cidades como São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, com foco em escritórios localizados na Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país. Entre os alvos, estão empresas ligadas a postos de combustíveis e entidades de pagamento, que teriam lavado pelo menos R$ 600 milhões.

Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, informou que a Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos e o bloqueio de R$ 1,2 bilhão. A operação identificou mais de mil postos de combustíveis envolvidos nas fraudes, além de quatro refinarias e mil caminhões utilizados para o transporte de combustíveis adulterados.

A ação é um reflexo da necessidade de uma resposta coordenada e organizada contra o crime, conforme destacado por Lewandowski e Haddad. Ambos afirmaram que a aprovação da PEC da Segurança é fundamental para garantir a continuidade e eficácia das operações no combate ao crime organizado.

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