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Conversa revela plano de sonegação durante megaoperação contra o PCC

Operação Carbono Oculto expõe fraudes em combustíveis em grandes redes e fortalece combate ao crime organizado em oito estados

Policiais e agentes da Receita Federal cumprem mandados de busca e apreensão na operação Carbono Oculto (Foto: Divulgação/Receita Federal)
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  • A operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto, revelou a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na adulteração de combustíveis em postos de grandes redes.
  • A ação mobilizou 1.400 agentes em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.
  • Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e identificados mais de 350 alvos, incluindo pessoas e empresas suspeitas de crimes como adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.
  • A fraude envolve o uso de combustíveis sintéticos e manipulação de pagamentos em lojas de conveniência, com desvios de etanol que apresentavam até 50% de solvente.
  • O Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) apoiou a operação, destacando a importância de combater práticas ilícitas para proteger consumidores e garantir a arrecadação de tributos.

A operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28), revelou a ampla atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) na adulteração de combustíveis em postos de grandes redes, além dos conhecidos postos de bandeira branca. A ação, que mobilizou 1.400 agentes em oito estados, visa desarticular a infiltração do crime organizado no setor.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. O procurador do Gaeco, João Paulo Gabriel, destacou que a fraude não se limita mais a postos sem marca, afirmando que “o negócio deles é fraudar, não importa como”. A operação identificou mais de 350 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, suspeitas de crimes como adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Os promotores revelaram que a fraude inclui a utilização de combustíveis sintéticos e a manipulação de meios de pagamento em lojas de conveniência, direcionando recursos para o PCC. A operação também investiga desvios de etanol, que, ao invés de serem enviados a empresas químicas, eram desviados para postos em São Paulo, com porcentagens de solvente que chegavam a 50%, muito acima do permitido.

O Sindicom, sindicato das distribuidoras de combustíveis, comemorou a operação, ressaltando a importância do combate às práticas ilícitas para proteger consumidores e garantir a arrecadação de tributos. A entidade pediu a continuidade de medidas que responsabilizem os postos de combustível no pagamento de tributos, reforçando a necessidade de um ambiente de negócios transparente.

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