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PCC usava mensagens para fraudar combustíveis e evitar fiscalização

Polícia Federal desarticula quadrilha que movimentou R$ 46 bilhões em cinco anos e adulterou combustíveis em mil postos no Brasil

Mensagens revelam como criminosos fraudavam combustíveis e antecipavam fiscalizações em Faria Lima (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na operação chamada Tank, realizada na última quinta-feira.
  • Seis pessoas foram presas, incluindo o empresário Rafael Renard Gineste.
  • A quadrilha utilizava o Porto de Paranaguá para importar produtos químicos clandestinamente, que eram usados para adulterar gasolina e etanol.
  • O grupo adquiriu cinco usinas de etanol em São Paulo, pagando até 43% acima do preço médio pela cana-de-açúcar, e criou a distribuidora Duvale, que teve um faturamento de quase R$ 2,8 bilhões em 2021.
  • Fintechs como a BK Instituição de Pagamento foram usadas para movimentar R$ 46 bilhões em cinco anos, e a operação envolveu mais de 1.400 agentes, sendo uma das maiores ações contra o crime organizado no Brasil.

A Polícia Federal (PF) desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), resultando na prisão de seis pessoas, incluindo o empresário Rafael Renard Gineste. A operação, chamada Tank, ocorreu na última quinta-feira, com foco em diversas cidades e estados.

Mensagens interceptadas revelaram que a quadrilha estava ciente de operações de fiscalização, permitindo que se preparassem e evitassem flagrantes. O grupo utilizava o Porto de Paranaguá para importar clandestinamente produtos químicos, como metanol e nafta, que eram desviados para adulterar gasolina e etanol vendidos em postos de combustíveis.

Estrutura do Esquema

A quadrilha adquiriu pelo menos cinco usinas de etanol em São Paulo, pagando até 43% acima da média pela cana-de-açúcar. Essas usinas não apenas produziam combustível, mas também serviam para lavar dinheiro. A empresa Duvale, em Jardinópolis (SP), foi uma das distribuidoras criadas pelo grupo, que viu seu faturamento saltar de zero para quase R$ 2,8 bilhões em 2021.

A G8Log, transportadora ligada a Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, era responsável pela distribuição do combustível adulterado. A quadrilha se expandiu para cerca de 1,2 mil postos de combustíveis, onde foram identificadas misturas ilegais de metanol na gasolina, chegando a quase 50% em alguns casos.

Fintechs e Fundos de Investimento

As fintechs, como a BK Instituição de Pagamento, foram utilizadas para movimentar R$ 46 bilhões em cinco anos, dificultando o rastreamento das transações. A PF identificou também 42 fundos de investimento controlados pela organização, com um patrimônio bloqueado de R$ 30 bilhões. A operação mobilizou mais de 1.400 agentes e foi considerada uma das maiores ações contra o crime organizado no Brasil.

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