- O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de terça-feira, 2.
- Aliados acreditam que a condenação é quase certa e já se preparam para discutir as consequências em Washington.
- Há preocupações sobre possíveis sanções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF.
- O grupo teme também tarifas adicionais e embargos comerciais que poderiam afetar o comércio entre Brasil e Estados Unidos.
- Durante a semana, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se reunirão com membros do governo Trump para discutir os impactos do julgamento.
Articuladores bolsonaristas estão em alerta com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa nesta terça-feira, 2. O grupo acredita que a condenação é praticamente certa e já se prepara para discutir as repercussões em Washington.
Os aliados de Bolsonaro temem que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reaja com sanções, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF que votarem pela condenação. Essa lei permite a imposição de sanções a indivíduos envolvidos em violações de direitos humanos. A expectativa é que Trump amplie essas sanções para outros ministros além de Alexandre de Moraes.
Interlocutores do ex-presidente consideram improvável um resultado que não seja a condenação. Embora alguns aliados esperem que o ministro Luiz Fux peça vista, a avaliação predominante é de que o desfecho já está definido. O núcleo bolsonarista, portanto, foca no que pode ocorrer após o julgamento.
Além das sanções, o grupo teme que Trump possa implementar tarifas adicionais e até embargos comerciais ao Brasil. Isso poderia restringir o comércio entre os dois países, afetando empresas que operam no Brasil e no exterior. Aliados de Bolsonaro afirmam que nada está descartado, e que a decisão final cabe a Trump.
Durante a semana, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo devem se reunir com membros do governo Trump para discutir os efeitos do julgamento. O bolsonarismo busca apoio para pressionar por anistia no Congresso, uma estratégia que ganhou força com o apoio do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos).
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