- A vereadora Professora Angela, do PSOL, enfrenta um processo de cassação em Curitiba.
- Dois pedidos de cassação foram autorizados a tramitar na Câmara, com 29 votos a favor e 6 contra.
- A acusação, liderada por vereadores da extrema-direita, alega que Angela fez “apologia às drogas” ao distribuir um panfleto sobre redução de danos.
- A vereadora defende que a redução de danos é uma estratégia de saúde pública e não um incentivo ao uso de drogas.
- Uma Comissão Processante será formada e o processo deve ser concluído em até 90 dias, com Angela tendo 10 dias para apresentar sua defesa.
Professora Angela, a primeira vereadora do PSOL em Curitiba, enfrenta um processo de cassação após a distribuição de um panfleto sobre redução de danos. Na segunda-feira, 1, a Câmara autorizou a tramitação de dois pedidos, com 29 votos a favor e 6 contra. A acusação, liderada por vereadores da extrema-direita, alega que a vereadora fez “apologia às drogas”.
O panfleto, entregue durante uma audiência pública em agosto, continha informações sobre políticas de saúde recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Angela defendeu sua atuação, afirmando que a redução de danos é uma estratégia eficaz e não um incentivo ao uso de drogas. Apesar disso, a cartilha foi recolhida após protestos, e apenas 60 cópias foram distribuídas, com 37 ficando com os próprios vereadores.
Tramitação do Processo
Com a autorização para o prosseguimento, uma Comissão Processante será formada por três vereadores. O processo deve ser concluído em até 90 dias, conforme o regimento da Câmara. Angela terá um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa, e a Comissão terá 5 dias para emitir um parecer inicial. Se o processo avançar, serão realizadas audiências e coletas de depoimentos.
A defesa de Angela questiona a imparcialidade do corregedor, Sidnei Toaldo, que teria se manifestado criticamente nas redes sociais. O advogado da vereadora, Juliano Pietzack, destacou que outros casos tiveram tratamento diferente, permitindo a apresentação de documentos adicionais.
Mobilização e Reações
A vereadora tem recebido apoio de figuras políticas e sociais, incluindo a presidenta do PSOL, Paula Coradi, e o deputado Glauber Braga. Eles participaram de atos em defesa de Angela, que se posiciona como uma “pedra no sapato da extrema-direita”. A situação é vista por alguns como uma represália à postura de oposição constante da vereadora e à neutralidade do PSOL nas eleições municipais de 2024.
A rápida tramitação do caso, considerada a mais veloz da legislatura, levanta preocupações sobre a motivação política por trás dos pedidos de cassação. A oposição critica Angela por não ter se desculpado após os incidentes, enquanto ela continua a defender sua posição em favor da saúde pública.
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