- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em uma trama golpista.
- Durante a sessão, a defesa de Cid afirmou que ele nunca articulou um golpe e pediu a manutenção de seu acordo de delação premiada.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação de Cid, destacando contradições em seus depoimentos e omissões de “fatos graves”.
- O advogado de Cid defendeu que ele não é criminoso e que as contradições são resultado de pressão psicológica, sem comprometer a validade do acordo.
- O STF avaliará se Cid mentiu ou omitiu informações, o que pode levar à anulação do acordo e a uma pena maior do que a prevista de até 43 anos de prisão.
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação em uma trama golpista. Durante a sessão realizada nesta terça-feira, 2, a defesa de Cid argumentou que ele nunca articulou um golpe e pediu a manutenção de seu acordo de delação premiada. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, solicitou sua condenação, apontando contradições em seus depoimentos.
O advogado Cezar Bittencourt, defensor de Cid, afirmou que o ex-ajudante “não é criminoso, nunca foi e nunca será”. Ele destacou que o direito penal deve punir apenas fatos concretos, e não suposições. Bittencourt também enfatizou que Cid cumpriu seu dever funcional e não teve atitudes antidemocráticas durante seu tempo com Bolsonaro, que se estendeu até 2022.
A PGR, representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, criticou a delação de Cid, alegando que ele omitiu “fatos graves” e causou “prejuízos relevantes ao interesse público”. O procurador pediu a condenação de todos os réus do núcleo crucial da ação penal, que inclui Cid, e ressaltou que a soma das penas que ele pode enfrentar chega a 43 anos de prisão.
Pressão e Contradições
Cid enfrenta pressão tanto da PGR quanto de outros réus, que o acusam de distorcer informações. O STF avaliará se ele mentiu ou omitiu dados, o que poderia levar à anulação do acordo de delação. Caso isso ocorra, Cid poderá enfrentar uma pena muito maior do que a inicialmente prevista.
A defesa argumenta que as contradições nos depoimentos de Cid são resultado de pressão psicológica, mas não comprometem a validade do acordo. O julgamento, que começou nesta terça-feira, é um marco importante para o desfecho do caso e para a definição do futuro de Cid e dos demais réus envolvidos na trama golpista.
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