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Defesa de réu golpista pede suspensão do processo em tribunal de André Mendonça

Defesa de Hélio Ferreira Lima pede habeas corpus ao STF, que deve rejeitar o pedido e manter a prisão do tenente-coronel

Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima (Foto: Reprodução)
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  • A defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima protocolou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o processo que investiga uma suposta trama golpista.
  • Lima, integrante do grupo “Kids pretos”, foi preso em novembro de 2022, acusado de planejar assassinatos de autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Os advogados alegam que a prisão é ilegal, baseada em alegações genéricas e sem provas concretas, e que Lima cumpriu as medidas cautelares impostas antes da detenção.
  • A defesa critica a delação premiada de Mauro Cid, apontando contradições e pressão durante o depoimento.
  • O ministro André Mendonça deve rejeitar o pedido de habeas corpus, citando precedentes da Corte, e a expectativa é que a prisão de Lima seja mantida.

A defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, do Exército, solicitou um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o processo que investiga uma suposta trama golpista. Lima, integrante do grupo “Kids pretos”, foi preso em novembro de 2022, acusado de planejar assassinatos de autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido foi protocolado na última quarta-feira e está sob a relatoria do ministro André Mendonça. A defesa argumenta que a prisão é “flagrantemente ilegal”, baseada em “alegações genéricas” e que a detenção já ultrapassa nove meses sem provas concretas. Os advogados Luciano Alves e Nayara Moura destacam que Lima cumpriu rigorosamente as medidas cautelares impostas antes da prisão, como a proibição de contato com outros investigados.

A defesa também critica a delação premiada de Mauro Cid, afirmando que contém “graves contradições” e foi feita sob pressão. O documento ressalta que não há elementos que vinculem Lima a atos antidemocráticos e que a prisão cautelar é desproporcional e violadora de garantias fundamentais.

O ministro Mendonça, que já foi relator em outro caso relacionado ao processo, deve rejeitar o pedido, citando precedentes da Corte. A expectativa é que o STF mantenha a prisão e o andamento do processo, reforçando a gravidade das acusações contra Lima e outros réus envolvidos na trama golpista.

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