- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou novas evidências sobre a tentativa de golpe contra o Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus.
- As provas incluem planos de assassinato e ações para desestabilizar a confiança no sistema eleitoral.
- Gonet destacou um plano chamado Punhal Verde Amarelo, que previa o monitoramento e eliminação de autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula.
- O uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para inibir opositores também foi denunciado, com relatos de retenção de eleitores para atrasá-los nas urnas.
- O procurador mencionou ainda documentos que indicam ofensivas contra o STF e tentativas de manipulação da narrativa midiática.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou novas evidências no julgamento sobre a tentativa de golpe contra o Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus. As provas incluem planos de assassinato e ações que visavam desestabilizar a confiança no sistema eleitoral.
Durante sua sustentação oral, Gonet destacou o plano denominado Punhal Verde Amarelo, que previa o monitoramento e a eliminação do ministro Alexandre de Moraes, além do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O procurador também mencionou uma planilha chamada “Desenho Op Luneta”, que detalhava as etapas para a implementação do golpe.
Além disso, Gonet revelou que Bolsonaro apresentou minutas golpistas aos comandantes das Forças Armadas no final de 2022. Essas minutas, segundo delatores, previam a anulação das eleições e a prisão de autoridades. O procurador enfatizou que as testemunhas confirmaram a existência de propostas que não se alinhavam com a Constituição.
Uso da Polícia Rodoviária Federal
O procurador também denunciou o uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para inibir opositores. Gonet afirmou que houve retenção de eleitores, com o objetivo de atrasá-los nas urnas, selecionados com base em estudos sobre suas intenções de voto. Essa prática foi caracterizada como um ato violento contra os direitos fundamentais dos cidadãos.
Outros documentos, como o intitulado “Operação 142”, foram encontrados na sede do Partido Liberal (PL) e mencionavam ofensivas contra o STF e a manipulação da narrativa midiática. O procurador destacou que o plano incluía ações para restringir o exercício das instituições democráticas, como a prorrogação de mandatos e a substituição do Tribunal Superior Eleitoral.
Incitação e Descredibilização
Gonet também abordou a participação de apoiadores de Bolsonaro em acampamentos em Brasília, onde o general Mário Fernandes esteve presente em várias ocasiões. O procurador citou ainda que o ex-presidente fez declarações para descredibilizar as urnas eletrônicas, sugerindo medidas de força contra o Poder Judiciário.
A escalada de agressividade nas falas de Bolsonaro, segundo Gonet, não era um ato isolado, mas parte de um plano mais amplo para corroer a confiança pública nas instituições democráticas. Ele mencionou uma reunião com embaixadores em julho de 2022, onde o ex-presidente fez ataques infundados ao sistema eleitoral.
Entre na conversa da comunidade