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Foragido do PCC gerencia distribuidora durante cumprimento de pena semiaberta

Polícia Federal investiga esquema de lavagem de dinheiro do PCC em postos de combustíveis no Paraná; Daniel Dias Lopes é um dos procurados

PCC atua em postos de gasolina (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em postos de combustíveis no Paraná.
  • Daniel Dias Lopes, um dos principais envolvidos, fugiu antes da operação.
  • Ele se tornou procurador da distribuidora Duvale enquanto cumpria pena em regime semi-aberto.
  • Sua renda aumentou de R$ 12 mil para quase R$ 3 milhões em três anos, segundo a investigação.
  • Daniel e sua esposa, Miriam Favero Lopes, estão na lista de procurados da Interpol.

A Polícia Federal desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos de combustíveis no Paraná. Daniel Dias Lopes, um dos principais envolvidos, fugiu antes da operação. Ele se tornou procurador da distribuidora Duvale enquanto cumpria pena em regime semi-aberto.

Daniel foi preso em 2014 com uma tonelada de um produto químico usado no tráfico de drogas. Após cumprir pena em regime fechado até 2017, ele obteve a liberdade condicional e, em 2019, assumiu a procuradoria da Duvale, localizada em Jardinópolis, São Paulo. Em apenas três anos, sua renda saltou de R$ 12 mil para quase R$ 3 milhões, segundo a investigação.

A força-tarefa atribui essa guinada financeira à sua conexão com o PCC. Documentos apreendidos indicam que Daniel era sócio oculto da Duvale, junto com Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. O trio é suspeito de controlar a produção criminosa de combustíveis em São Paulo, devolvendo 95% do dinheiro lavado ao PCC.

A investigação revela que o grupo multiplicava os valores investidos em até seis vezes, utilizando 5% para a compra e venda de combustíveis adulterados. A esposa de Daniel, Miriam Favero Lopes, também é mencionada como sócia em empresas ligadas ao esquema. Ambos estão na lista de procurados da Interpol.

A defesa de Daniel e Miriam nega as acusações de envolvimento com o tráfico. Os advogados de Beto Louco e Mohamad Mourad afirmam que não há indícios de ligação com atividades criminosas. A Duvale não se manifestou sobre as alegações.

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