- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua política de imigração após a prisão de quase 500 trabalhadores na fábrica da Hyundai na Geórgia.
- A operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) é a maior fiscalização em um único local realizada pela agência até agora.
- Trump pediu que empresas estrangeiras que investem nos EUA respeitem as leis de imigração e tragam trabalhadores legalmente.
- Após as prisões, autoridades sul-coreanas fretaram um avião para repatriar os trabalhadores, enquanto a Hyundai orientou seus funcionários a adiarem viagens de negócios aos EUA.
- O “czar de fronteira” de Trump, Tom Homan, anunciou que mais operações de fiscalização em locais de trabalho estão programadas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua política de imigração após uma operação do ICE que resultou na prisão de quase 500 trabalhadores na fábrica da Hyundai na Geórgia. A ação, realizada na última sexta-feira, 5, é considerada a maior fiscalização em um único local pela agência de Imigração e Alfândega até o momento.
Em uma publicação no Truth Social, Trump pediu que empresas estrangeiras que investem nos EUA respeitem as leis de imigração. Ele enfatizou que, embora os investimentos sejam bem-vindos, as empresas devem trazer trabalhadores de forma legal. “Incentivamos que tragam LEGALMENTE suas pessoas muito inteligentes, com grande talento técnico”, afirmou o presidente.
A operação na fábrica da Hyundai, que faz parte de uma joint venture com a LG Energy Solution, levantou preocupações sobre o impacto nas relações comerciais e nos investimentos estrangeiros. As empresas sul-coreanas, que investiram US$ 22 bilhões nos EUA no ano passado, são essenciais para a economia americana, especialmente na Geórgia, que tem atraído investimentos significativos.
Reações e Desdobramentos
Após a prisão dos trabalhadores, autoridades sul-coreanas fretaram um avião para repatriá-los, enquanto a Hyundai orientou seus funcionários a adiarem viagens de negócios não essenciais aos EUA. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, planejou discutir a situação com a administração Trump, destacando a importância de proteger os direitos dos trabalhadores.
Trump, por sua vez, insistiu que o incidente não afetou as relações entre os dois países, afirmando que os laços com a Coreia do Sul permanecem fortes. O “czar de fronteira” de Trump, Tom Homan, já antecipou que mais operações de fiscalização em locais de trabalho estão programadas, indicando uma intensificação das ações contra a imigração ilegal.
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