- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado como líder de uma organização criminosa em um julgamento relacionado a uma trama golpista.
- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teve papel central na decisão.
- Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, criticou Moraes, chamando-o de “maior ameaça à democracia no Ocidente” e um “gângster de terceira categoria”.
- A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com a liberdade de expressão após a condenação.
- Moraes destacou que houve confissão de culpa de membros da trama golpista, mencionando uma reunião ministerial gravada em julho de 2022.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado como líder de uma organização criminosa em um julgamento que envolveu a trama golpista. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teve papel central na decisão, que gerou reações internacionais.
Após a condenação, Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, criticou Moraes, chamando-o de “maior ameaça à democracia no Ocidente”. Em uma publicação no X, Miller descreveu o ministro como um “gângster de terceira categoria”, afirmando que ele busca manter Bolsonaro fora das eleições por meio de uma “guerra jurídica”. O comentário surgiu em resposta a um post do deputado federal Gustavo Gayer, que questionava os argumentos de Moraes durante a leitura de seu voto.
Reações do Governo dos EUA
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também se manifestou sobre o julgamento, reafirmando o compromisso dos Estados Unidos com a liberdade de expressão. Durante uma coletiva, ela declarou que o governo americano não hesitará em usar seu poder econômico e militar para proteger essa liberdade globalmente. Leavitt não antecipou ações adicionais, mas enfatizou que a questão é uma prioridade para a administração.
Moraes, ao votar pela condenação de Bolsonaro, destacou que houve confissão de culpa de membros do núcleo da trama golpista, referindo-se a uma reunião ministerial gravada em julho de 2022. O ministro argumentou que, durante essa reunião, Bolsonaro expressou preocupações sobre a possibilidade de o Brasil se tornar uma ditadura, mas, segundo Moraes, estava, na verdade, planejando ações contrárias à democracia.
As reações a essa condenação refletem a polarização política em torno do ex-presidente e a crescente tensão entre figuras políticas nos Estados Unidos e no Brasil.
Entre na conversa da comunidade