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Moraes considera confissão de culpa em reunião ministerial de 2022

Ministro Alexandre de Moraes considera declarações de réus como confissão de culpa em julgamento sobre tentativa de golpe de Estado

Ministro Alexandre de Moraes durante julgamento relacionado a golpe de Estado (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que declarações de membros do núcleo central da tentativa de golpe de Estado configuram confissão de culpa.
  • A análise ocorreu durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, com foco nas condutas do grupo.
  • Moraes destacou que as falas evidenciam a unidade na busca pela ruptura democrática, mencionando uma reunião ministerial gravada em julho de 2022.
  • A gravação foi encontrada no computador do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e está relacionada a documentos golpistas.
  • O ministro criticou a postura de Bolsonaro ao desencorajar missões internacionais nas eleições e mencionou abordagens da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estados do Nordeste no dia das eleições.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as declarações de membros do núcleo central da tentativa de golpe de Estado, durante uma reunião ministerial em julho de 2022, configuram confissão de culpa. A análise ocorreu durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, com a Primeira Turma revisitando as condutas do grupo.

Moraes destacou que as falas dos participantes evidenciam a unidade na busca pela ruptura democrática. A reunião, gravada, foi descoberta pela Polícia Federal no computador do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O ministro argumentou que as ideias discutidas na reunião estão alinhadas com documentos de teor golpista encontrados nas investigações.

Além disso, Moraes criticou a postura de Bolsonaro ao reunir embaixadores no Palácio da Alvorada, onde desencorajou o envio de missões internacionais para as eleições. O ministro também mencionou a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia das eleições, afirmando que houve abordagens em estados do Nordeste, onde a maioria da população era pró-Lula. Para Moraes, a cronologia dos eventos revela a gravidade das ações do grupo.

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