- A Marinha do Brasil formalizou a compra do navio de guerra britânico HMS Bulwark com a assinatura de documentos a bordo do HMS Mersey.
- O navio, atualmente em Plymouth, passará por revitalização até o próximo ano.
- A aquisição foi oficializada pelo almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa e pelo vice-almirante Martin Connell, com a presença do almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.
- O HMS Bulwark, classificado como navio doca-multipropósito, tem 176 metros de comprimento e capacidade para 290 tripulantes, podendo transportar até 710 militares.
- A compra custou aproximadamente R$ 145 milhões e gerou polêmica no Parlamento britânico devido ao custo de manutenção dos navios.
A Marinha do Brasil formalizou a compra do navio de guerra britânico HMS Bulwark, com a assinatura dos documentos ocorrendo a bordo do HMS Mersey. O evento, realizado nesta quarta-feira, representa um passo importante na estratégia de fortalecimento do Poder Naval brasileiro.
O HMS Bulwark, atualmente em Plymouth, passará por um processo de revitalização até o próximo ano. A aquisição foi oficializada pelo almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa e pelo vice-almirante Martin Connell, com a presença do comandante da Marinha, almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. A embarcação será utilizada na proteção da Amazônia Azul, uma área rica em recursos naturais.
Classificado como um navio doca-multipropósito, o Bulwark possui 176 metros de comprimento e capacidade para 290 tripulantes, podendo transportar até 710 militares. O convés de voo é apto para operar duas aeronaves de grande porte. A Marinha do Brasil planeja enviar 48 militares para treinamento no Bulwark ainda neste mês, com mais 44 programados para novembro. A tripulação completa deve se deslocar ao Reino Unido em 2026, após a conclusão das reformas.
A compra do HMS Bulwark, que custou aproximadamente R$ 145 milhões, gerou polêmica no Parlamento britânico. Alguns parlamentares criticaram a decisão de desativar os navios, com o parlamentar Mark Francois descrevendo a venda a um preço tão baixo como “analfabetismo financeiro”. Desde 2010, o custo de manutenção do Albion e do Bulwark foi de cerca de R$ 966 milhões.
A Marinha do Brasil considera a aquisição um marco na recomposição do núcleo do Poder Naval, essencial para o exercício da soberania em águas jurisdicionais. O navio desempenhará um papel crucial em operações de defesa, além de atuar em missões humanitárias e de resposta a desastres naturais.
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