- No quinto dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia afirmou que “nós, mulheres, ficamos dois mil anos caladas e queremos falar”.
- A declaração gerou repercussão nas redes sociais e apoio de políticos, com Cármen Lúcia se tornando um dos assuntos mais comentados na plataforma X.
- O placar atual do julgamento é de 2 a 1 pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus, incluindo Braga Netto.
- Até agora, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação, enquanto Luiz Fux divergiu, defendendo a absolvição.
- A expectativa é que Cármen Lúcia apresente um voto claro e objetivo, defendendo a democracia.
No quinto dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia destacou-se ao afirmar que “nós, mulheres, ficamos dois mil anos caladas e queremos falar”. A declaração, feita durante a análise da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-integrantes do governo, repercutiu nas redes sociais e recebeu apoio de políticos. O placar atual é de 2 a 1 pela condenação.
A ministra abriu seu voto com bom humor, respondendo a um pedido de intervenção do ministro Flávio Dino. Ao conceder o aparte, Cármen Lúcia enfatizou a importância do debate durante os julgamentos. Sua fala foi amplamente compartilhada, com a deputada federal Talíria Petrone (PSOL) ressaltando que a ministra falava por todas as mulheres nesse contexto histórico. O nome de Cármen Lúcia se tornou um dos trending topics na rede social X, acumulando mais de 80 mil menções.
Julgamento em Andamento
A sessão é considerada crucial para a análise da ação penal que envolve Bolsonaro, Braga Netto e outros seis réus. Até o momento, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação, enquanto Luiz Fux divergiu, defendendo a absolvição. A expectativa é que Cármen Lúcia apresente um voto “lapidar”, em contraste com o de Fux, defendendo a democracia sem atacar diretamente o colega.
Além de Bolsonaro e Braga Netto, os réus incluem Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid e Paulo Sérgio Nogueira. Já há maioria para condenar Mauro Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O placar permanece 2 a 1 para outros crimes, como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
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