- Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, segundo decisão do juiz Alexandre de Moraes.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que o governo americano tomará medidas contra o Brasil em resposta ao julgamento.
- Rubio afirmou que o Estado de Direito no Brasil “está em colapso” e acusou Moraes de perseguição ao ex-presidente.
- Os Estados Unidos já impuseram uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e sancionaram Moraes com base na Lei Magnitsky.
- O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, criticou as declarações de Rubio, considerando impensáveis retaliações estrangeiras a decisões do Judiciário brasileiro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, uma decisão que gerou repercussões internacionais. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que o governo americano tomará medidas contra o Brasil em resposta ao julgamento. Em entrevista à Fox News, Rubio afirmou que o Estado de Direito no Brasil “está em colapso” e acusou o juiz Alexandre de Moraes de perseguição ao ex-presidente.
Rubio destacou que haverá uma resposta dos EUA, com anúncios de novas medidas na próxima semana. Ele também mencionou que Moraes estaria tentando aplicar “ações extraterritoriais contra cidadãos americanos”, referindo-se a decisões que impactaram grandes empresas de tecnologia dos EUA. As tensões entre os países aumentaram, com os Estados Unidos já impondo uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e sancionando Moraes com base na Lei Magnitsky.
A condenação de Bolsonaro foi justificada por Moraes como uma tentativa de “instrumentalizar o aparato estatal” para desestabilizar a democracia. O juiz ressaltou que o ex-presidente atuou para “aniquilar as bases do Estado Democrático de Direito”. A decisão foi vista como parte de uma “campanha de opressão judicial” contra o ex-presidente e suas ações, segundo Rubio, visavam prejudicar empresas americanas.
Marco Aurélio Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, criticou as declarações de Rubio, afirmando que retaliações estrangeiras a decisões do Judiciário brasileiro são “impensáveis”. Mello sugeriu que seria necessário um exame mais profundo das decisões de Moraes, destacando a complexidade do contexto jurídico envolvido.
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