- Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é investigado por transações suspeitas e desvio de benefícios do INSS, envolvendo sua família.
- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS considera um acordo de delação premiada que pode incluir seus filhos e esposa.
- A CPI investiga empresas em nome de familiares e transações imobiliárias atípicas, com um patrimônio de Antunes aumentando em R$ 14,3 milhões entre abril e julho de 2024.
- Relatórios da Polícia Federal indicam que os filhos de Antunes podem ter atuado como laranjas no esquema, com um erro de um deles levando à descoberta de veículos de luxo ocultos.
- A defesa de Antunes manifestou interesse em depor, mas ele mudou de ideia, levando a CPI a convocar familiares e considerar mudanças na legislação para garantir comparecimento.
BRASÍLIA – Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, enfrenta uma investigação por transações suspeitas e um esquema de desvio de benefícios do INSS, que envolve sua família. A CPI do INSS está considerando a possibilidade de um acordo de delação premiada, que poderia incluir seus filhos e esposa.
A comissão investiga um conjunto de empresas em nome de familiares de Antunes, além de transações imobiliárias atípicas. A cúpula da CPI acredita que a situação jurídica do lobista é delicada, o que pode levá-lo a colaborar para proteger seus familiares. A disposição inicial de Antunes em depor, mesmo sem obrigação legal, foi vista como um sinal de interesse em um acordo.
Os filhos e a esposa de Antunes são considerados potenciais laranjas no esquema. Relatórios da Polícia Federal indicam que eles participaram do desvio de benefícios de aposentados. Um erro de um dos filhos ajudou a PF a rastrear veículos de luxo ocultos, resultando em mandados de prisão contra Antunes e o empresário Maurício Camisotti.
Transações Suspeitas
A CPI já identificou que Romeu, um dos filhos, abriu duas offshores na Flórida, enquanto Antunes possui uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas. Através dessa empresa, ele adquiriu quatro imóveis, totalizando R$ 11 milhões. Entre abril e julho de 2024, seu patrimônio aumentou em R$ 14,3 milhões.
Além disso, transações imobiliárias envolvendo sua esposa, Tânia Carvalho dos Santos, levantam suspeitas. O cartório de registro de imóveis notificou sobre transferências atípicas, totalizando R$ 353 milhões em menos de seis meses, o que pode indicar tentativa de ocultação de recursos.
A defesa de Antunes manifestou interesse em depor na CPI, mas ele mudou de ideia antes da reunião. Em resposta, a comissão programou uma sessão extra para convocar familiares. O presidente da CPI, Carlos Viana, afirmou que a comissão pode propor mudanças na legislação para garantir a obrigatoriedade de comparecimento.
O relator da CPI, Alfredo Gaspar, não descarta a possibilidade de um acordo de delação premiada, afirmando que todos os instrumentos legais devem ser considerados. A defesa de Antunes, por sua vez, argumenta que seus familiares não são obrigados a depor e que utilizará mecanismos judiciais para garantir seus direitos.
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