- O governo federal decidiu transferir a sede da Superintendência de Seguros Privados (Susep) do Rio de Janeiro para Brasília.
- A mudança gerou mobilização de autoridades e entidades do Rio, que buscam reverter a decisão por meio de um projeto legislativo.
- O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se comprometeu a analisar o pedido para manter a autarquia no estado.
- O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) apresentou um projeto para sustar a transferência, considerando-a um “grave erro” e já conta com cerca de noventa assinaturas de parlamentares.
- Leal argumenta que a Susep, atuando no Rio desde mil novecentos e sessenta e seis, é fundamental para o mercado de seguros, que se concentra majoritariamente no Sudeste.
A transferência da sede da Superintendência de Seguros Privados (Susep) do Rio de Janeiro para Brasília, decidida pelo governo federal, gerou forte mobilização na capital fluminense. O prefeito Eduardo Paes e representantes da bancada fluminense, além de entidades do comércio e da indústria, buscam reverter a decisão por meio de um projeto legislativo.
O decreto que oficializa a mudança foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União. Paes afirmou em suas redes sociais que conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se comprometeu a analisar o pedido para manter a autarquia no Rio. O prefeito destacou os esforços do governo em prestigiar o estado, citando iniciativas como a recuperação do Aeroporto do Galeão.
Em resposta à transferência, o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) apresentou um projeto legislativo para sustar a decisão. Ele considera a mudança um “grave erro” e busca apoio para acelerar a votação da proposta. Leal já conta com cerca de 90 assinaturas de parlamentares e espera reunir as 170 necessárias para que o pedido seja apreciado pela Câmara.
Argumentos Contra a Transferência
Leal argumenta que a Susep, atuando no Rio desde 1966, consolidou um importante arranjo produtivo na cidade. A mudança, segundo ele, não apenas geraria custos elevados, como também poderia fragilizar a fiscalização do setor. O deputado ressalta que 60% do mercado de seguros está localizado no Sudeste, tornando a transferência para o Centro-Oeste sem lógica.
A Ordem dos Advogados do Brasil — Seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ) expressou preocupação com a decisão, afirmando que o Rio possui uma relação histórica com o mercado de seguros. Entidades como a Associação Comercial do Rio de Janeiro e a Federação das Indústrias do Estado também manifestaram desaprovação, destacando que a medida compromete a economia local e a importância do estado no setor.
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