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CPI do INSS defende operação da PF e advogado nega fraudes na Previdência

Nelson Wilians é investigado por movimentações financeiras suspeitas de R$ 4,6 bilhões e nega qualquer participação em fraudes no INSS.

Advogado é ouvido na CPI do INSS (Foto: Reprodução)
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  • O advogado Nelson Wilians foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta quinta-feira, dezoito de setembro.
  • Ele negou envolvimento em fraudes e afirmou que sua riqueza foi adquirida de forma honesta.
  • Wilians é investigado pela Polícia Federal por movimentações financeiras atípicas que totalizam R$ 4,6 bilhões.
  • Durante o depoimento, ele se recusou a se comprometer a dizer a verdade, citando investigações em andamento.
  • A CPI continuará a ouvir outros depoentes, incluindo Tânia Carvalho e Rubens Oliveira Milton Salvador, associados a Maurício Camisotti, que também está sob investigação.

O advogado Nelson Wilians foi ouvido nesta quinta-feira (18) pela CPI do INSS, onde negou qualquer envolvimento em fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social. Ele é investigado pela Polícia Federal por movimentações financeiras atípicas que somam R$ 4,6 bilhões. Durante o depoimento, Wilians se recusou a se comprometer a dizer a verdade, citando investigações em andamento.

Wilians afirmou conhecer Maurício Camisotti, um dos investigados, mas negou qualquer ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O advogado declarou: “Não tenho qualquer participação na chamada fraude do INSS. Nenhuma.” Ele também destacou que sua riqueza foi conquistada de forma honesta, mencionando que seu escritório, com mais de 1.000 advogados, chegou a arrecadar R$ 2 milhões por dia em custas processuais.

Detalhes da Investigação

A CPI questionou Wilians sobre sua movimentação financeira, que inclui R$ 4,3 bilhões em operações suspeitas entre 2019 e 2023. O relator da CPI, Alfredo Gaspar, indagou sobre doações de campanha, mas o advogado negou qualquer intenção de influenciar políticos. Wilians admitiu ter amizade com Camisotti, mas negou conhecer Antunes.

A investigação da PF aponta que não há justificativas para as transferências feitas por Wilians a Camisotti. O advogado alegou que os pagamentos foram para a compra de uma casa, mas a PF não encontrou registros dessa transação. A CPI segue em busca de esclarecer as conexões entre os envolvidos e o impacto das ações no sistema previdenciário.

Próximos Passos

Após uma pausa na sessão para que Wilians conversasse com seus advogados, ele anunciou que não responderia mais perguntas, citando as investigações em curso pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal. Entre os próximos depoimentos agendados estão os de Tânia Carvalho, esposa de “Careca do INSS”, e Rubens Oliveira Milton Salvador, ambos associados a Camisotti. A mulher de Camisotti, Cecília Montalvão, não comparecerá, amparada por decisão do STF.

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