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Israel planeja revitalizar Gaza com projeto imobiliário em parceria com os EUA

Ministro Bezalel Smotrich destaca planos de construção em Gaza após deslocamento de mais de 450 mil palestinos devido a ofensivas militares.

Ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, conversa com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu durante reunião de gabinete no Ministério da Defesa em Tel Aviv (Foto: Reprodução)
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  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que a Faixa de Gaza é uma “mina de ouro” imobiliária.
  • Ele anunciou que negociações com os Estados Unidos estão em andamento para dividir o território palestino após a guerra.
  • Smotrich destacou que a fase de demolição em Gaza foi concluída e que agora é o momento de construir.
  • Mais de 450 mil palestinos estão deslocados devido à ofensiva militar israelense, que já atingiu mais de 1.200 alvos terroristas.
  • As declarações de Smotrich geraram críticas internacionais e sanções de países como Reino Unido, Canadá e Austrália.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que a Faixa de Gaza representa uma “mina de ouro” imobiliária e que estão em andamento negociações com os Estados Unidos para dividir o território palestino após a guerra. A afirmação foi feita em um evento imobiliário em Tel Aviv, onde Smotrich destacou que a oportunidade “se paga” e que já iniciou diálogos com Washington sobre a repartição da terra.

Smotrich, ligado ao partido ultranacionalista Sionismo Religioso, afirmou que a fase de demolição em Gaza já foi concluída e que agora é hora de construir. Ele mencionou um plano de negócios elaborado por especialistas israelenses, que estaria sob análise do presidente dos EUA, Donald Trump. O ministro enfatizou a necessidade de “partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza”.

A situação em Gaza é crítica, com mais de 450 mil palestinos deslocados devido à recente ofensiva militar israelense. As forças armadas de Israel afirmaram ter atingido mais de 1.200 alvos terroristas desde o início da nova fase de ataques. A ONU, por sua vez, acusou Israel de genocídio, uma alegação que o governo israelense nega.

As declarações de Smotrich não são novas; em ocasiões anteriores, ele sugeriu a conquista total de Gaza e a redução da população por meio de emigração voluntária. Essas posturas extremas resultaram em sanções de países como Reino Unido, Canadá e Austrália, que o acusam de incitar a violência contra civis. A popularidade do ministro tem caído, e pesquisas indicam que seu partido não conseguiria conquistar assentos em uma eleição atual.

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