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Relator pretende votar anistia esta semana enquanto esquerda busca mais tempo

Deputado Paulinho da Força busca consenso em reuniões com bancadas antes da votação do PL da Dosimetria, que enfrenta forte oposição.

Deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, em evento político (Foto: Reprodução)
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  • O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) discute um projeto para a redução de penas de condenados por atos golpistas, sem incluir anistia ampla.
  • As reuniões com diversas bancadas ocorrem nesta segunda e terça-feira, com votação prevista para quarta-feira.
  • A proposta, chamada de PL da Dosimetria, busca pacificar a situação, mas enfrenta resistência de bolsonaristas e da esquerda.
  • A nova legislação pode ter efeito retroativo, beneficiando condenados por crimes como tentativa de golpe de Estado.
  • O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Lindbergh Farias, criticou a proposta, considerando-a uma anistia disfarçada.

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) se prepara para discutir um projeto que visa a redução de penas para condenados por atos golpistas, em vez de uma anistia ampla. As reuniões com diversas bancadas ocorrerão nesta segunda e terça-feira, com votação prevista para quarta-feira. A proposta, chamada de PL da Dosimetria, busca pacificar a situação, mas enfrenta resistência tanto de bolsonaristas quanto da esquerda.

O relator já descartou a ideia de uma anistia ampla, afirmando que essa possibilidade é “impossível”. Em entrevista, Paulinho destacou a necessidade de um texto que atenda a diferentes setores, incluindo o apoio do centrão e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele também mencionou que o projeto deve ser discutido com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado, o que pode atrasar o cronograma.

Os bolsonaristas, liderados por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), criticam a proposta, insistindo em uma anistia que beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão. Eduardo afirmou que a proposta de Paulinho é uma “patifaria” e que não aceitarão nada que não seja a anistia ampla. Paulinho, por sua vez, reconhece que não conseguirá agradar a todos, mas busca um consenso que reflita a vontade da maioria.

Desafios e Reações

A proposta de redução de penas inclui crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. As penas atuais variam de 4 a 27 anos, e a nova legislação poderá ter efeito retroativo, beneficiando aqueles já condenados. Paulinho enfatiza que a aplicação das novas regras dependerá de decisões judiciais.

Enquanto isso, a oposição, incluindo líderes da esquerda, também se manifesta contra a redução de penas, argumentando que isso fere a separação de poderes e que a democracia não deve ser objeto de barganha. O líder do PT, Lindbergh Farias, criticou a proposta, afirmando que se trata de uma anistia disfarçada que favorece um grupo específico.

A expectativa é que a proposta seja apresentada e votada em breve, mas a pressão de diversos partidos pode adiar a votação. Paulinho continua a buscar um diálogo amplo, ciente dos desafios que enfrenta na elaboração do texto.

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