- A operação Contenção, nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou 117 mortos; a Polícia Civil divulgou 115 perfis das vítimas, em maioria vinculadas ao Comando Vermelho, ocorrida em 28 de setembro.
- Entre os divulgados, 17 das vítimas não tinham histórico criminal; 12 dessas teriam participação no tráfico por meio de redes sociais; 62 eram de outros estados, incluindo 19 do Pará e 12 da Bahia; as autoridades descrevem as mortes como neutralizadas.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes marcou cinco reuniões com autoridades fluminenses para discutir a operação, reunindo-se com o governador Cláudio Castro e outros auxiliares da Segurança Pública; Moraes determinou a preservação rigorosa das evidências.
- A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro criou um observatório para monitorar a atuação das polícias Civil e Militar durante a operação; nenhuma das pessoas mortas havia sido denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
- A divulgação dos perfis das vítimas e as investigações alimentam debates sobre atuação policial e segurança pública no estado.
A Operação Contenção, realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou na morte de 117 pessoas. A Polícia Civil divulgou perfis de 115 vítimas, com a maioria associada ao Comando Vermelho. A operação ocorreu no dia 28 de setembro e, segundo os dados, 97 das vítimas tinham históricos criminais relevantes, enquanto 59 possuíam mandados de prisão pendentes.
Recentemente, novos dados foram revelados. Dentre os mortos, 17 não tinham histórico criminal, sendo que 12 deles foram indicados como participantes do tráfico por meio de redes sociais. Além disso, 62 das vítimas eram de outros estados, incluindo 19 do Pará e 12 da Bahia. A Polícia Civil descreve os mortos como “neutralizados”.
Reuniões e Acompanhamento
O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, agendou cinco reuniões com autoridades fluminenses para discutir a operação. Ele se reuniu com o governador Cláudio Castro e outros auxiliares da Segurança Pública. Moraes também determinou a preservação rigorosa das evidências coletadas durante a operação.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro criou um observatório para monitorar a atuação das polícias Civil e Militar durante a operação. É relevante destacar que nenhuma das pessoas mortas havia sido denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A divulgação dos perfis das vítimas e as investigações em andamento geram debates sobre a atuação policial e a segurança pública no estado.
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