- O Ministério da Saúde promove, de 10 a 12 de dezembro, em Brasília, o Seminário Nacional Saúde nas Periferias: Dados de Favelas e Comunidades Urbanas.
- O encontro reúne governo, pesquisadores, movimentos sociais e lideranças comunitárias para qualificar dados sobre territórios urbanos historicamente invisibilizados.
- Será anunciada a criação de instrumentos de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para aprimorar dados estatísticos e geoespaciais sobre favelas e comunidades urbanas.
- A programação inclui mesas de debate, oficinas técnicas e discussões sobre o percurso metodológico do Censo Demográfico 2030, com uma oficina do IBGE trazendo referências do Censo 2022.
- Autoridades destacam a importância de dados qualificados para políticas públicas de equidade, ressaltando o papel do Sistema Único de Saúde e da vigilância popular na promoção de saúde integral.
O Ministério da Saúde promoverá, de 10 a 12 de dezembro, em Brasília, o Seminário Nacional Saúde nas Periferias: Dados de Favelas e Comunidades Urbanas. O evento ocorre no edifício-sede dos Correios e reúne governo, pesquisadores, movimentos sociais e lideranças comunitárias para qualificar dados sobre territórios historicamente invisibilizados.
A programação aborda a qualificação de dados para políticas públicas, com foco em equidade territorial. Representantes da Saúde, do IBGE, da Fiocruz Brasília e de outras instituições participam de mesas, oficinas técnicas e debates sobre metodologias e indicadores.
Durante o seminário, será anunciada a assinatura de instrumentos de cooperação entre o Ministério da Saúde e o IBGE. O objetivo é aprimorar a produção e o uso de dados estatísticos e geoespaciais sobre favelas e comunidades urbanas.
Percurso metodológico e Censo 2030
Oficinas do IBGE irão apresentar referências do Censo 2022, além de ferramentas de acesso e análise de dados. A pauta também revisa conceitos de favelas e comunidades urbanas no contexto do Censo Demográfico 2030.
A participação de Cristiane de Souza destaca a vigilância social como eixo para entender vulnerabilidades locais. Ela aponta a importância de fortalecer lideranças comunitárias para a saúde integral e prevenção de doenças.
Papel do SUS e participação social
Rodrigo Leite enfatiza o papel estratégico do Sistema Único de Saúde no combate às desigualdades. Ele ressalta a atuação de movimentos sociais, especialmente de mulheres, na transformação dos territórios. O foco é ampliar acesso sem discriminação.
Ao longo dos três dias, o encontro visa consolidar um espaço permanente de cooperação entre governo, academia e sociedade civil. O objetivo é ampliar a produção de informações que reflitam as desigualdades socioespaciais das cidades.
Impactos esperados
Espera-se que as contribuições subsidiem o Censo 2030 e políticas federativas de equidade em saúde. O seminário busca alinhar dados, métodos e parcerias para orientar ações com foco nas periferias e na saúde das populações mais vulneráveis.
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