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Conservadores e cristãos? A direita dos EUA defende drogas psicodélicas

Conservadores e veteranos promovem ibogaína como terapia para PTSD, ampliando o debate sobre acesso regulamentado e potenciais riscos médicos

Psylocybin mushrooms grow in a humidified monotub in a the basement of a private home in Connecticut.
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  • A ibogaína, um psicodélico derivado de raiz africana, passa a receber apoio de conservadores, veteranos e tecnologia para ampliar o acesso terapêutico, especialmente para PTSD.
  • O governador de Texas, Greg Abbott, aprovou um pacote de financiamento de 50 milhões de dólares para pesquisa com ibogaína, destacando o potencial da droga para veteranos no estado.
  • Discutem-se mudanças regulatórias em Ohio e Colorado para permitir tratamentos com ibogaína, usados em sessões que podem durar cerca de doze horas.
  • Estudo de Stanford, publicado na Nature Medicine, mostrou reduções em sintomas de TBI, PTSD e depressão em veteranos que fizeram ibogaína, com melhoria adicional em um mês e sem efeitos colaterais reportados.
  • Há críticas sobre a mistura de política, lucrativismo e terapia psicodélica, além de riscos à saúde, como arritmias, exigindo monitoramento em ambientes médicos adequados.

O ibogaína, um psicodélico derivado de uma raiz africana, ganhou apoio entre figuras conservadoras, religiosos evangélicos, veteranos de guerra e grandes empresários. O movimento busca ampliar o acesso a esse tratamento, considerado promissor para traumas de guerra e dependência.

O debate ganhou impulso após a rejeição da FDA a terapias com MDMA para PTSD no ano passado. Em Texas, o governador sancionou, em junho, um financiamento de 50 milhões de dólares para pesquisas com ibogaína, destacando o benefício para veteranos.

Em Ohio e Colorado, autoridades estudam ou já avançam com regras que facilitam o uso clínico da ibogaína, com relatos de sessões de cerca de 12 horas. A região busca estruturá-las com supervisão médica e normas regulatórias.

Estudos indicam potencial terapêutico. Em Stanford, participantes que receberam ibogaína mostraram redução de sintomas de TBI, PTSD e depressão, com melhorias adicionais após um mês e sem efeitos colaterais relatados.

Líderes da área destacam o impacto positivo sobre veteranos. Eles ressaltam que a terapia pode oferecer alívio para traumas visíveis e invisíveis, incluindo lesões cerebrais, em um único tratamento, segundo defensores.

Críticos perguntam sobre riscos. Ibogaína tem contraindicações com outros fármacos e pode causar parada cardíaca, exigindo monitoramento próximo. Há relatos de mortes associadas a clinics, o que aumenta a necessidade de supervisão clínica rigorosa.

No cenário político, a adesão ao ibogaína é defendida por ex-governadores, deputados e investidores. A discussão envolve não apenas eficácia clínica, mas também como a medicina psicodélica pode se encaixar no sistema de saúde dos EUA.

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