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Aumento de xerifes na Califórnia que não atendem chamadas de saúde mental

Polícia deixa de atender crises de saúde mental sem crime na Califórnia; lacunas em equipes de crise aumentam riscos para comunidades

Sacramento country sheriff Jim Cooper speaks on 10 October 2023.
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  • Alguns departamentos de xerifes na Califórnia passaram a não atender chamadas de crise de saúde mental quando não há crime em curso, buscando respostas sem intervenção policial.
  • Em fevereiro, o xerife de Sacramento, Jim Cooper, anunciou que os agentes atenderiam crises de saúde mental apenas se houvesse crime, processo criminal ou perigo iminente.
  • Em maio, o chefe de polícia de El Cajon, Jeremiah Larson, adotou decisão similar para a cidade.
  • Ainda há departamentos que asseguram atendimento a todas as chamadas, mas podem não permanecer no local se não houver crime ou ameaça a terceiros.
  • A mudança é discutida entre benefícios de reduzir violência policial em crises de saúde mental e preocupações sobre a disponibilidade de alternativas eficaz quando a polícia se afasta.

Em dois episódios que sinalizam uma mudança na forma de atender crises de saúde mental, condados e cidades da Califórnia começaram a priorizar respostas sem participação policial, quando não há crime ou risco imediato. A tendência já ganhou adesão de alguns departamentos, gerando debates sobre desengajamento policial em crises.

No mês de fevereiro, o Xerife de Sacramento, Jim Cooper, informou que os agentes atenderiam a crises de saúde mental apenas se houvesse crime ou perigo iminente. Em maio, o chefe de polícia de El Cajon, Jeremiah Larson, adotou decisão semelhante para a cidade.

Outras agências no estado mantêm atuação tradicional: o gabinete do xerife de Ventura e o departamento de polícia de Long Beach afirmaram que atenderão a todas as chamadas, mas podem encerrar a resposta se não houver crime nem ameaça. A disputa envolve recursos e disponibilidade de equipes especializadas.

A motivação para reduzir a atuação policial envolve dados sobre resultados de intervenções. Grupos de direitos civis destacam que, em muitos casos, a presença policial pode agravar situações. Por outro lado, comunidades sem opções adequadas de resposta não policial ficam expostas.

Larson explicou que, quando não há intervenção policial, a central de atendimento informa o solicitante sobre recursos alternativos, como a linha 988 para saúde mental. Em El Cajon, equipes de crise locais (PERT) podem acompanhar a polícia em chamadas, quando disponíveis.

O programa PERT, que atua há quase três décadas em San Diego, cresce com o tempo: atualmente conta com cerca de 70 clínicos que trabalham com policiais para desescalar crises. Quando possível, a cidade busca combinar ações de saúde mental com apoio de profissionais.

Especialistas afirmam que a redução do papel da polícia em crises de saúde mental exige estruturas robustas. Há consenso sobre a necessidade de centros de atendimento 24/7, equipes de resposta não policial e redes de acolhimento para emergências.

Os debates continuam sobre a efetividade prática dessas mudanças, especialmente em áreas com poucos recursos. Dados nacionais indicam que muitas mortes envolvendo pessoas em crise mental ocorrem durante abordagens policiais.

A expectativa de longo prazo, segundo a liderança local, é ampliar a atuação de profissionais de saúde mental em emergências, reduzindo a dependência da polícia para intervir em crises. A adesão a AB 988 inspira políticas de reconfiguração de response systems.

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