- A Polícia Federal informou, em laudo médico divulgado nesta sexta-feira, que foram encontradas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília.
- O documento cita histórico de queda recente e desequilíbrio ao caminhar, o que levou a perícia a realizar exame neurológico cuidadoso e revelou alterações no exame físico.
- A PF aponta hipóteses de déficit de micronutrientes, especialmente hipovitaminose do complexo B (vitamina B12 e ácido fólico), associadas à idade, DRGE com uso crônico de inibidor da bomba de prótons e dieta pouco variada.
- Também há hipótese de interação medicamentosa por polifarmácia, com uso de fármacos que atuam no sistema nervoso central e no cardiovascular, aumentando risco de sedação, tontura e hipotensão postural.
- O laudo afirma que Bolsonaro recebe tratamento adequado na Papudinha e indica que as chances de transferência para prisão domiciliar são mais remotas; o ministro Alexandre de Moraes pediu manifestação da defesa e da PGR em até cinco dias.
A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que foram identificadas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. O laudo aponta histórico de queda recente e desequilíbrio ao caminhar como motivação para o exame neurológico detalhado. Não houve indicação de diagnóstico definitivo no documento.
Segundo a PF, houve possível déficit de micronutrientes, especialmente vitamina B12 e ácido fólico, associado à idade, uso de inibidores de bomba de prótons, dieta pouco variada e carência de proteínas. Também foram citadas hipóteses de interação medicamentosa pela polifarmácia, com potencial impacto no sistema nervoso.
A corporação destacou que a combinação de fármacos que atuam no CNS e no cardiovascular pode aumentar o risco de sedação, tontura, lentificação psicomotora e hipotensão postural, favorecendo quedas. O ex-presidente segue recebendo tratamento médico adequado na prisão desde 15 de janeiro. A transferência para prisão domiciliar, contudo, fica menos provável.
Soluções e próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro e a PGR se manifestem sobre o laudo em até cinco dias, podendo solicitar complementações. O STF também decidiu que não há necessidade de sigilo adicional sobre a documentação da PF.
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