- Restaurantes dos EUA recebem críticas e riscos ao se posicionarem contra o ICE, com doações a grupos de defesa de imigrantes e apoio público à causa.
- Lone Wolf, bar e restaurante em Kingston, Nova Iorque, abriu intacto e destinou parte das vendas a imigrantes, mas cartaz foi vandalizado e recebeu mensagens de ódio.
- Bottino, em Nova Iorque, relatou ligações ofensivas e duas avaliações negativas no Google após publicar apoio a imigrantes e planejar doações a causas relacionadas.
- Pizza Matta, em Chicago, teve conflito com cliente pró-ICE que passava a hostilizar o restaurante; o proprietário reiterou que não cozinha para fascistas.
- O setor aponta que ativismo pode colocar funcionários em risco e agrava a escassez de mão de obra imigrante, com impactos em cidades como Minneapolis e Chicago, onde as vendas já sofrem quedas.
A repercussão de apoios a imigrantes gerou reação entre restaurantes nos EUA, com críticas, vandalismo e queda de rendimento em um setor já fragilizado pela inflação. Estabelecimentos que manifestaram solidariedade receberam mensagens hostis online e em telefone, além de avaliações negativas. Várias cidades registraram incidentes após posicionamentos públicos.
Em Kingston, Nova York, o Lone Wolf Bar & Restaurant acompanhou o movimento de apoio aos imigrantes com sinal diante do local, na data de mobilização nacional. O proprietário manteve o estabelecimento aberto e destinou parte do valor arrecadado a uma organização local de defesa de imigrantes. Logo após, o letreiro foi vandalizado e jogado na rua.
Na capital financeira do país, Nova York, o chef Jamie Kenyon do Bottino percebeu reação instantânea após publicar apoio aos imigrantes. A equipe reportou ligações com conteúdo ofensivo e críticas nas redes sociais, além de duas avaliações de um custo elevado de reputação. Os donos reconhecem os riscos de falar publicamente.
Em Chicago, o Pizza Matta registrou tensão com um cliente que apoia ICE e deixava mensagens ao longo de semanas. O gerente afirmou que o cliente foi convidado a deixar o restaurante. A pressão ocorreu no mesmo dia em que notícias sobre ações de fiscalização envolvendo imigração repercutiram localmente.
Em Raleigh, Carolina do Norte, a chef e coproprietária Cheetie Kumar falou sobre a pressão de manter posicionamentos públicos. Ela destacou que imigrantes trabalham na cozinha e que a exposição pode colocar funcionários em risco, reforçando a necessidade de equilíbrio entre expressão e segurança da equipe.
A indústria de restaurantes já enfrenta inflação alta e custos crescentes. Executivos destacam que medidas de fiscalização sobre imigração afetam a mão de obra, essencial para o setor. Em Minneapolis, relatos indicam queda acentuada de vendas, com impacto direto na operação de restaurantes.
Apoios a imigrantes mobilizados por chefs e proprietários provocaram reações diversas. Chef Sean Sherman alerta para o papel trabalhado por imigrantes na cadena alimentar e pede equilíbrio entre enforcement e proteção de comunidades. A discussão ganha espaço entre lideranças do setor.
Entre os protagonistas, há relatos de impacto reputacional e financeiro. A queda de reputação associada a avaliações negativas pode influenciar escolhas de consumidores, enquanto a queda de demanda pressiona custos operacionais. O debate permanece aberto, com diferentes pontos de vista.
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