- A Federação Paulista de Futebol lançou uma campanha para incentivar clubes e árbitros filiados a se cadastrarem na plataforma de autoexclusão das casas de apostas, criada pelo governo em dezembro de 2025.
- A ferramenta registra o CPF para restringir acesso a sites e anúncios de apostas; a recomendação deve virar obrigatória para árbitros com o novo Regulamento Geral de Arbitragem, enquanto para clubes houve apenas orientação.
- Pela legislação brasileira, pessoas com poder de influenciar resultados já são proibidas de apostar.
- O Governo informa que mais de 217 mil pessoas já solicitaram a autoexclusão; entre os motivos, 37% citaram perda de controle/saúde mental e 25% a intenção de evitar que seus dados sejam usados por plataformas de apostas; 73% optaram por prazo indeterminado.
- A plataforma também aponta atendimentos do SUS e terá teleatendimento em saúde mental a partir de fevereiro de 2026, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, como parte de acordo de cooperação técnica de cinco anos.
A Federação Paulista de Futebol lançou uma campanha para incentivar clubes e árbitros filiados a aderirem à plataforma de autoexclusão das casas de apostas. Criada pelo governo federal, a ferramenta registra o CPF para restringir acesso a sites e anúncios de apostas. A medida deve se tornar obrigatória para árbitros após o novo Regulamento Geral de Arbitragem; para clubes, houve orientação.
A iniciativa integra ações de integridade do esporte e dialoga com a financeira do setor. A Plataforma de Autoexclusão já recebe cadastros de usuários que desejam se proteger do consumo excessivo de apostas e do uso indevido de dados. A atualização se alinha a regras que proibem apostas por pessoas com poder de influenciar resultados.
Antes do início do Campeonato Brasileiro, a CBF recomendou que árbitros solicitassem o bloqueio de seus dados junto às operadoras de apostas. A medida integra o conjunto de ações para evitar fraude e promover jogo responsável nas competições nacionais.
Acordo e cooperação
O acordo técnico sobre jogos e apostas tem duração de cinco anos e envolve materiais informativos, canal direto entre órgãos públicos e compartilhamento de dados para prevenção da dependência. O governo aponta que mais de 217 mil pessoas já solicitaram a autoexclusão.
Entre os motivos declarados, 37% citaram perda de controle sobre o jogo e impacto na saúde mental, enquanto 25% indicaram desejo de impedir o uso de dados por plataformas de apostas. Indicam que a maior parte optou por prazo indeterminado.
A ferramenta também oferece indicação de pontos de atendimento do SUS e direciona usuários ao Meu SUS Digital para avaliação de vício. A partir de fevereiro de 2026, o atendimento em saúde mental deve ocorrer em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
Visões do setor e impactos
Especialistas destacam o avanço da autorregulação e a importância do autobloqueio para reduzir riscos. Executivos de plataformas de apostas ressaltam o papel de políticas de jogo responsável e o monitoramento de padrões de comportamento.
Representantes de empresas do setor afirmam que as plataformas legalizadas já adotam limites de depósito, controle de tempo de uso e alertas de comportamento de risco. Eles enxergam as novas diretrizes como um passo para maior transparência.
Profissionais da área jurídica e de integridade comentam que a autoexclusão reforça a proteção ao consumidor. Observam, porém, que educação sobre jogo responsável é essencial para complementar as ferramentas técnicas.
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