- O Partido Liberal substituiu Hélio Lopes por Soraya Santos na disputa pela vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), apoiado por Flávio Bolsonaro.
- A mudança ocorreu em entrevista coletiva no salão verde da Câmara dos Deputados, com críticas ao governo federal e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Atualmente, todos os nove ministros do TCU são homens; apenas duas mulheres ocuparam vagas no tribunal até hoje.
- Hélio Lopes foi um dos primeiros a se candidatar; Soraya Santos entra com potencial de permanência até 2033, contra 2044 para Lopes.
- Além de Soraya, figura feminina na direita em disputa pelo TCU é a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
Em meio a uma estratégia do PL para ampliar a presença feminina no TCU, o partido trocou seu candidato à vaga de ministro da Corte de Contas. Hélio Lopes havia sido anunciado como concorrente, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas foi substituído por Soraya Santos nesta quarta-feira (8).
A troca ocorreu durante uma entrevista coletiva no salão verde da Câmara dos Deputados. O presidente nacional do PL, Flávio Bolsonaro, participou do anúncio e mencionou critério de representatividade, ao destacar a ausência de mulheres nas indicações recentes ao TCU.
Hoje, todos os nove ministros do TCU são homens. Duas mulheres já ocuparam vagas na Corte: Helvia Castello Branco, indicada em 1985, e Ana Arraes, nomeada em 2011 para a Câmara dos Deputados. Soraya Santos é deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Hélio Lopes nasceu no Rio de Janeiro e tem formação em Gestão Pública, Financeira e Administração pela Unisul. Soraya Santos, também natural do Rio, é formada em Direito pela UFF. A perspectiva de permanência no cargo difere: Lopes poderia se aposentar em 2044, enquanto Soraya sairia em 2033.
Entre as concorrentes de uma vaga no TCU, também aparece Adriana Ventura, do Novo-SP. A deputada é doutora em administração pela FGV e professoras universitária, com ênfase em ética nos negócios.
Contexto
A mudança de candidatura faz parte de debates sobre paridade de gênero na alta corte. Os candidatos do PL enfrentam um cenário em que a composição do TCU ainda registra poucas mulheres, o que alimenta discussão sobre representatividade.
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