- Datafolha aponta avaliação negativa do governo Lula em 40% e positiva em 29%, com queda na ótica desde a rodada anterior de março.
- A reprovação ao presidente subiu de 49% para 51% e a aprovação caiu de 47% para 45%.
- A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.
- Entre os fatores, o estudo cita endividamento de famílias e cenário internacional como contextos que influenciam a avaliação.
- A avaliação varia por perfil: maior apoio entre idosos, menos instruídos e nordestinos; maior reprovação entre mais instruídos, sulistas, evangélicos e quem ganha acima de 10 salários mínimos.
O Datafolha aponta queda na avaliação de Lula, com o governo mantendo-se em meio a críticas. A pesquisa mostrou 40% de avaliação negativa, estável em relação ao levantamento anterior. A aprovação subiu para 29% e a avaliação ótima/bom caiu de 32% para 29%.
A reprovação do governo passou de 49% para 51%, ampliando o cansaço entre eleitores. A taxa de aprovação permaneceu abaixo de 50%, sinalizando desafio para o presidente na dianteira da campanha. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Foram ouvidos 2.004 eleitores em 137 cidades. O levantamento foi realizado entre 7 e 9 de março e registrado no TSE sob o código BR-03770/2026. O cenário destaca o início da campanha eleitoral e os impactos de temas econômicos e políticos.
Contexto político e econômico
A pesquisa observa que a avaliação pública do governo varia conforme o estrato socioeconômico, com maior rejeição entre instrutados e sulistas. Entre os nordestinos, o governo é visto de forma mais favorável, indicando regionalidade na percepção.
A pesquisa também aponta que questões como endividamento de famílias e condições de crédito influenciam a percepção dos eleitores. Fatores externos, como a guerra no Irã, contribuem para a alta de preços e, consequentemente, para a inflação.
Desafios e cenário eleitoral
A série de indicadores aponta que o governo encara resistência mesmo em um momento de aliança com o STF para defesa da democracia. Entre os maiores eleitores com renda mais alta, a reprovação é ainda mais expressiva, o que complica a trajetória rumo à reeleição.
Conforme o estudo, o panorama interno e externo, somado a tensões políticas, exige estratégia cuidadosa para manter tração na campanha que já se inicia. As informações ajudam a entender as tendências de apoio ao atual governo.
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