- O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para acelerar pesquisa e acesso a substâncias psicodélicas, com foco na ibogaína, para tratamento de estresse, depressão e TEPT, com investimento federal de US$ 50 milhões.
- A ibogaína é extraída da planta iboga e tem uso entre veteranos; pesquisas apontam possível redução de abstinência de opioides e auxílio em lesões cerebrais, mas as evidências são limitadas e existem riscos cardíacos.
- Estados estudam facilitar pesquisas: Texas investirá US$ 50 milhões, Arizona aprovou US$ 5 milhões, Colorado avalia ampliar lei de uso supervisionado; Califórnia, Indiana e Mississippi também flexibilizaram medidas.
- Um dos apoiadores é o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que defende a terapia psicodélica e já disse que é problemático veteranos precisarem viajar para fora do país.
- Sob o governo de Joe Biden, o FDA já rejeitou o uso de alguns psicodélicos para TEPT devido à qualidade das pesquisas e dúvidas sobre os ensaios clínicos.
Trump assina ordem executiva para acelerar pesquisa com psicodélicos nos EUA
O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva neste sábado, 18 de abril de 2026, em Washington. O objetivo é acelerar a pesquisa e o acesso a substâncias psicodélicas para tratamento de estresse, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. A medida foca a ibogaína, substância extraída da planta africana iboga, hoje proibida nos EUA, e amplia o uso experimental em pacientes terminais. O investimento federal previsto é de 50 milhões de dólares.
Durante cerimônia no Salão Oval, Trump afirmou que a ordem permitirá que pessoas com sintomas debilitantes tenham a chance de recuperar suas vidas. O presidente destacou que os tratamentos estão em estágios avançados de testes clínicos para garantir segurança e eficácia para pacientes americanos. A ibogaína é associada a riscos médicos relevantes, incluindo complicações cardíacas.
Evidências e riscos
Pequenos estudos indicam que a ibogaína pode reduzir sintomas de abstinência de opioides e auxiliar em lesões cerebrais traumáticas, mas as evidências ainda são limitadas. A substância continua a exigirMonitoramento médico rigoroso.
Movimento de estados e apoio federal
Texas prevê investir 50 milhões de dólares para financiar testes clínicos aprovados pelo FDA com ibogaína. O Arizona aprovou 5 milhões para a mesma finalidade. O Colorado analisa ampliar uma lei de uso supervisionado de medicamentos para incluir a ibogaína. Califórnia, Indiana e Mississippi já avançaram com medidas para facilitar pesquisas com psicodélicos.
Entre apoiadores aparece o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., defensor da terapia psicodélica. Kennedy já afirmou que é perturbante para veteranos precisarem viajar para outros países para ter acesso às substâncias.
Contexto regulatório
No governo de Joe Biden, o FDA rejeitou o uso de alguns alucinógenos para TEPT, citando qualidade das pesquisas e dúvidas sobre os ensaios clínicos. A nova ordem executiva busca alterar esse cenário ao promover caminhos regulatórios mais abertos para a pesquisa.
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