- O mediador das conversas entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça é o ministro do TCU, Jorge Oliveira, próximo à família Bolsonaro.
- Oliveira atua como principal ponto de contato entre o senador Flávio Bolsonaro e o ministro do STF André Mendonça, que responde por investigações importantes no momento.
- Mendonça tem avaliado evitar proferir decisões às vésperas de eleições para não contaminar o processo de escolha do eleitor, segundo interlocutores.
- A Polícia Federal avança na operação Compliance Zero; Mendesça admite que não é possível parar as investigações simplesmente por causa do pleito.
- O caso do BRB envolve o ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa e pode ligar Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, às apurações.
O mediador das conversas entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira. Ele atua próximo à família Bolsonaro há anos e é apontado como principal interlocutor entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do STF André Mendonça. A atuação envolve duas das principais investigações em tramitação na Corte.
André Mendonça tem centralizado inquéritos que afetam a agenda política. Estão sob sua condução apurações sobre o escândalo bilionário de descontos de aposentados e pensionistas do INSS, além de investigações sobre o Banco Master. Analistas veem o tema como capaz de redesenhar o cenário político, mesmo com Mendonça tentando evitar decisões que possam influenciar o pleito.
O ministro já sinalizou que não pretende proferir decisões às vésperas das eleições. No entanto, a Polícia Federal avançou na Operação Compliance Zero, com a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A PF sustenta que as investigações seguirão, independentemente do calendário eleitoral.
O caso BRB e a reclamação frequente no STF
A segunda Turma do STF deve confirmar, nos próximos dias, a decisão de Mendonça que determinou a prisão de Costa. O desfecho ocorre em meio a relatos de risco de descontrole político envolvendo o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). O avanço das apurações alimenta especulações sobre possíveis delações premiadas.
Entre os sinais observados, a atuação de advogados próximos a Ibaneis entra no radar dos investigadores. Advogados vinculados ao ex-governante estariam envolvidos de modo a complicar acordos que poderiam atingir outras figuras políticas, incluindo Ibaneis. O cenário envolve múltiplos atores e partidas legais.
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