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Gerações brasileiras: visões sobre costumes e economia

Geração .com é a mais progressista; Redemocratização, a mais conservadora, com diferenças em costumes, renda e políticas públicas que influenciam o debate de 2026

Levantamento mostra que levantamento mostra que as grerações de brasileiros combinam visões progressistas e conservadoras a depender do tema
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  • Genial/Quaest apresenta nova divisão geracional no Brasil: Bossa Nova (1945–1964), Ordem e Progresso (1965–1984), Redemocratização (1985–1999) e Geração .com (2000–2009, a mais progressista).
  • A Geração .com é a mais progressista em costumes, aberta ao debate sobre sexualidade e direitos LGBT+, mas tende a defender prisões para mulheres que abortam e admite palmada pedagógica em crianças.
  • A Redemocratização é a mais conservadora; as gerações Ordem e Progresso e Bossa Nova ficam no centro, com inclinações conservadoras moderadas.
  • Em temas como cotas raciais, saúde pública e regulação das redes, há convergência entre gerações, mas a Geração .com apoia cotas em maior medida (64%).
  • Na prática política, jovens da Geração .com são os mais distantes da polarização; Lula tem vantagem entre as mais velhas, e a Redemocratização volta a intensificar apoio a outros candidatos, conforme o estudo.

A Genial/Quaest apresentou um estudo sobre gerações brasileiras e suas posições em pautas que vão desde costumes até economia. O levantamento revela que as quatro gerações analisadas ocupam posições distintas conforme o tema, influenciando o cenário político para 2026.

O estudo propõe uma nova divisão geracional no Brasil, inspirada na realidade nacional e no livro Brasil no Espelho, de Felipe Nunes. São quatro grupos: Bossa Nova (1945-1964), Ordem e Progresso (1965-1984), Redemocratização (1985-1999) e Geração .com (2000-2009).

Geração .com e Redemocratização

A Geração .com aparece como a mais progressista em temas de costumes, apoiando debate sobre sexualidade nas escolas e postura menos rígida em relação a famílias homoafetivas. Em contrapartida, apresenta maior conservadorismo em relação ao aborto.

A Redemocratização é a mais conservadora entre as quatro, com índices mais elevados de apoio à prisão de mulheres que abortam e maior aceitação da palmada como disciplina infantil. As demais gerações se situam entre o centro e o conservadorismo moderado, variando por tema.

Pautas sociais e tecnologia

No campo de saúde pública e valores familiares, há convergência entre as gerações, com apoio à universalização de serviços e defesa de valores tradicionais. Em cotas raciais, a Geração .com é a que mais apoia, seguida pela Ordem e Progresso; a Redemocratização fica mais atrás.

A regulação de redes sociais para combater fake news recebe apoio de todas as gerações, com maior adesão entre os mais jovens. Em relação a privatizações, o tema divide os grupos, sem consenso claro.

Renda, Estado e segurança

O estudo aponta apoio amplo à continuidade de programas como o Bolsa Família, bem como à taxação de renda alta e ao perdão de dívidas pequenas. A Geração .com se destaca nesses itens, enquanto as demais apresentam adesão mais moderada.

Sobre o modelo econômico e a estrutura do Estado, houve pouca aceitação à saída do Brasil do Brics entre as gerações, e o fim de privilégios a funcionários públicos reúne apoio generalizado, com leve variação entre os mais jovens.

Na área de segurança, há consenso sobre a criação de um sistema único nacional. A proposta de classificar organizações criminosas como terroristas também recebe apoio, com maior intensidade entre a Geração .com. A flexibilização do porte de armas tem adesão baixa em todas as faixas etárias.

Eleições e avaliação do governo

Um destaque do levantamento é que a Geração .com apresenta o menor grau de polarização, com maior parcela de eleitores independentes. No espectro de votos para presidente, Lula lidera entre as mais jovens, com vantagem maior entre as mais velhas, especialmente na Geração Bossa Nova.

Outro ponto observável é a avaliação do governo Lula, variando por geração: maior aprovação entre Bossa Nova e menor entre Redemocratização. A Quaest também indica desejo de mudança radical entre a Geração .com, com 48% buscando transformação, frente a 9% que defendem o status quo.

Metodologia

O estudo baseia-se em duas pesquisas, realizadas entre 6 e 9 de março deste ano e entre 2 e 5 de outubro de 2025. Em cada rodada, foram feitas 2.004 entrevistas com brasileiros a partir de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-09285/2026.

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