- A CCJ da Câmara adiou a análise de duas PECs sobre a escala 6×1 após pedido de vista coletivo, conforme apuração de Teo Cury e Gabriel Monteiro ao CNN Novo Dia.
- As propostas na Câmara divergem do projeto do governo: o governo propõe 40 horas semanais; Erika Hilton e Reginaldo Lopes defendem 36 horas semanais.
- Quanto ao modelo de escala, o governo indica 5×2; Hilton sugere 4×3; Lopes mantém a 5×2.
- O representante da reportagem afirmou que a proposta do governo fica mais próxima da média de horas trabalhadas no Brasil, estimada em cerca de 38,4 horas semanais.
- Setores como bares e restaurantes e construção civil resistem às mudanças, dizendo que alterar a escala pode prejudicar o funcionamento nos finais de semana e exigir mais contratações sem compensação adequada.
A CCJ da Câmara dos Deputados adiou a análise de duas Propostas de Emenda à Constituição sobre a escala 6×1, após pedido de vista coletiva nesta quarta-feira (15). A apuração é de Teo Cury e Gabriel Monteiro para o CNN Novo Dia. As PECs discutem o ritmo de trabalho em tramitação na Câmara.
As propostas divergem do projeto de lei enviado pelo governo federal, considerado de urgência. Uma é de Erika Hilton e a outra de Reginaldo Lopes, do PT. O governo propõe reduzir de 44 para 40 horas semanais, mantendo o formato atual com menos alterações.
A deputada Hilton defende uma carga de 36 horas semanais, assim como a PEC de Lopes, que mantém a escala 5×2. O governo aposta numa redução gradual, com maior proximidade da média nacional de horas. A presidência da CCJ não divulgou nova data.
Diferenças entre os modelos de escala
A forma de organização semanal também muda entre as propostas. O regime atual é 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga. O projeto governamental sugere 5×2, com folgas preferentialmente aos sábados e domingos.
A PEC de Hilton propõe 4×3, com quatro dias de trabalho e três de folga. Já a de Lopes mantém a linha do governo, com 5×2, segundo as informações apuradas. As diferenças envolvem custos, logística e impacto no comércio.
Impactos e resistência setorial
Setores da economia indicam preocupações com a mudança, especialmente bares e restaurantes, que temem menor movimento nos finais de semana. A necessidade de contratação de mais funcionários poderia aumentar custos sem compensação adequada.
Na construção civil, há ressalvas relacionadas a atividades concentradas nos fins de semana e ao trânsito urbano. Em linhas gerais, produtores apoiam a redução da carga horária, mas resistem a alterações no modelo de escala.
Os textos consultados são baseados em apuração da CNN Brasil, com checagem prévia por jornalistas. As informações apresentadas visam explicar diferenças entre propostas e o estágio do processo na Câmara.
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