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Novo aciona o TCU após AGU remover posts sobre PL da misoginia

Novo acusa AGU perante o TCU por remoção extrajudicial de posts sobre o Projeto de Lei da misoginia, alegando violação de devido processo legal e uso da máquina pública para censura

Bancada do partido Novo envia representação junto ao Tribunal de Contas da União contra a Advocacia-Geral da União por censura -
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  • Novo protocolou representação no TCU contra a atuação da Advocacia-Geral da União, que removeu postagens críticas ao “PL da misoginia”.
  • O documento aponta irregularidades, como ausência de devido processo legal, falta de notificação aos atingidos e de acesso aos autos.
  • A bancada afirma que a AGU utilizou a estrutura pública para censurar conteúdos, sem contraditório e sem ordem judicial.
  • Os deputados citam a Constituição Federal, art. cinco, incisos LIV e LV, para defender a liberdade de expressão.
  • A representação é assinada por Marcel van Hattem, Luiz Lima e Gilson Marques, com alegação de desvio de finalidade pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia.

O Novo apresentou hoje ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma representação contra a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) que promoveu a remoção, de forma extrajudicial, de postagens críticas ao chamado “PL da misoginia”. A bancada sustenta que a medida utilizou a estrutura pública para censurar opiniões sem observância de princípios legais.

Segundo o texto, houve ausência de devido processo legal. Cidadãos atingidos não foram notificados, não tiveram acesso aos autos, não puderam apresentar esclarecimentos, provas ou impugnação, e não houve contraditório ou ampla defesa. A representação aponta que a remoção foi direcionada a terceiros privados, com a plataforma executando a censura.

A defesa do Novo afirma ainda que a AGU ultrapassou limites ao agir com a máquina pública para censurar cidadãos, sem ordem judicial e sem juiz natural. A bancada ressalta que a democracia se fortalece pela liberdade de expressão e não pela intimidação do Estado. O documento cita dispositivos constitucionais para defender que o direito de expressão não pode ser restringido pelo Estado, especialmente sem processo regular.

Pontos-chave

A representação foi assinada pelos deputados Marcel van Hattem (RS), Luiz Lima (RJ) e Gilson Marques (SC). O grupo aponta desvio de finalidade na atuação da AGU, em especial pela atuação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia. O Novo sustenta que houve violação de princípios do Estado de direito e de defesa do cidadão.

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