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Relator rejeita estatal para minerais críticos e governo quer adiar votação

Planalto tenta adiar votação da Política Nacional de Minerais Críticos após relator excluir a Terrabras, enquanto governo busca alinhamento entre ministérios

Fachada do Congresso Nacional, com o Senado e a Câmara dos Deputados, em Brasília
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  • O relator Arnaldo Jardim apresentou o relatório do projeto da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos sem incluir a Terrabras, estatal proposta pelo governo.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou a votação do texto nesta semana, o que levou o Planalto a tentar adiar o debate e a planejar uma reunião ministerial.
  • A reunião, com possível participação do presidente Lula, busca alinhar posições entre ministérios envolvidos: Minas e Energia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fazenda e Itamaraty.
  • A aquisição da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões, é citada como fator que agrava tensões Brasil–Estados Unidos no tema.
  • A bancada do PT afirmou que não seria adequado votar o tema logo após o feriado e destacou que o PL 1754/26 visava criar a Terrabras para controle nacional de minerais.

O relator do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deputado Arnaldo Jardim, apresentou seu parecer sem a inclusão da Terrabras, a estatal proposta pelo governo para gerir esses minérios. A votação no plenário ganhou data nesta semana após indicação de oitiva.

O Palácio do Planalto tenta adiar o debate. A estratégia envolve reunião ministerial com os ministérios envolvidos, como Minas e Energia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fazenda e Itamaraty. A presença do presidente Lula é citada como possível no encontro, ainda sem confirmação.

A nova reação ocorre num contexto de tensões externas, após anúncio da aquisição da mineradora Serra Verde pela americana USA Rare Earth, num negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões na região de Goiás. O negócio aproxima o tema de saber quem controla ativos estratégicos do setor.

O governo busca alinhar posições entre ministérios, cada um defendendo um interesse distinto. A Casa Civil defende fortemente a criação de uma estatal, enquanto Minas e Energia cobra reforço de caixa e estrutura para a Agência Nacional de Mineração.

Indústria e Comércio ressaltam a importância de desenvolver uma cadeia de beneficiamento a partir dos minerais, enquanto o Itamaraty defende parcerias amplas no setor. A Fazenda resiste a incentivos tributários dentro da proposta.

A expectativa interna é de que a votação seja adiada, conforme estratégia já defendida pelo PT. O partido argumenta que o tema é complexo e de relevância nacional para ser votado após feriado e em formato remoto.

Segundo páginas oficiais, o líder da bancada, Pedro Uczai, destacou nas redes sociais que a Terrabras, criada pelo PL 1754/26, visa manter controle nacional e soberania sobre os recursos. O comentário reforça o cenário de resistência à votação imediata.

Contexto político

  • Inclui esforços para fechar posição entre ministérios.
  • Reforça o debate sobre governança de minerais estratégicos no Brasil.
  • Mantém o tema em pauta, sem definir prazo definitivo para votação.

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