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TCU exige acesso permanente a dados de bancos públicos junto ao BC

TCU avança no monitoramento de crédito de bancos federais e propõe convênio com o Banco Central para envio contínuo de dados, com sigilo técnico e governança compartilhada

Imagem da noticia TCU quer acesso permanente a dados de bancos públicos com o BC
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  • O TCU aprovou medidas para criar um sistema de monitoramento contínuo de operações de crédito e gestão de riscos em bancos públicos federais, com a possibilidade de convênio com o Banco Central para envio constante de dados.
  • O relator, Walton Alencar Rodrigues, aponta atraso do tribunal na identificação de problemas e defende um modelo que permita reação mais rápida.
  • A ideia é formar um grupo de trabalho para viabilizar o convênio com o Banco Central, com dados anonimizados que não identificam clientes e não violam sigilo bancário.
  • Técnicos do TCU desenvolveram painéis para cruzar dados e detectar distorções em empréstimos, ajudando a identificar possíveis falhas de governança e riscos.
  • O TCU manteve sigilo sobre as análises técnicas e informou que decisões anteriores sobre o caso BRB/Master influenciam a percepção sobre a necessidade de governança e gestão de riscos nas instituições financeiras federais.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (22), medidas para criar um sistema de monitoramento contínuo de operações de crédito e gestão de riscos em bancos públicos federais, como BB, Caixa e BNDES. A ideia envolve permitir o envio permanente de dados ao Banco Central (BC). A iniciativa surge diante de avaliações internas sobre atraso na identificação de problemas no sistema financeiro estatal.

O relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, afirma que o modelo atual dificulta a reação rápida a distorções nos riscos. A proposta prevê a formação de um grupo de trabalho para viabilizar um convênio com o BC que regulamente o envio contínuo e perene de dados, com dados anonimizados e sem identificação de clientes.

Painéis e alertas de risco

Técnicos do TCU desenvolveram painéis para cruzar informações e identificar distorções em empréstimos, buscando detectar operações de alto valor atreladas a empresas de maior risco ou discrepâncias no perfil do tomador. A leitura é de que falhas nesses itens podem apontar fragilidades de controles internos ou riscos de fraude.

O movimento do TCU ocorre no contexto do imbróglio entre BRB e Banco Master. Em março, a análise sobre a atuação do BC na liquidação do Master foi suspensa por ordem do ministro Jhonatan de Jesus, que pediu elementos oficiais de investigações em curso, incluindo apurações no BC, CGU e STF.

Governança e formato de fiscalização

Apesar da suspensão, o TCU manteve a vigilância sobre a atuação monetária. O relator destaca que prejuízos envolvendo operações com o Banco Master resultaram em aportes vultosos do Governo do Distrito Federal para evitar a quebra do BRB, evidenciando a importância de avaliar governança e gestão de riscos de instituições federais.

Alencar rejeitou a ideia de impor o envio contínuo de dados por meio de ordens diretas a cada instituição. Defendeu a criação de uma norma geral para padronizar o fluxo de informações e a formalização de um convênio com o BC, permitindo atuação conjunta dentro das competências de cada órgão, com dados compartilhados de forma previsível.

Sigilo das análises

O TCU decidiu manter sigilo sobre as análises técnicas que embasam o monitoramento, por envolver informações estratégicas sobre as instituições financeiras. A decisão visa preservar a confidencialidade dos dados enquanto as avaliações avançam.

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