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Exploração de minerais críticos no Brasil requer investimentos, diz professor

Lula rejeita criação de estatal para lítio e níquel; especialista aponta necessidade de mais investimentos e de agregar valor para ampliar produção de terras raras

Brasil tem cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras
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  • Lula rejeita a criação de uma estatal para explorar minerais críticos no Brasil; a ideia foi apresentada em dois projetos de lei que sugeriam o nome Terrabras.
  • A decisão foi tomada em reunião no Palácio da Alvorada na última quarta-feira (22), com a presença de ministros; a apresentação do projeto foi adiada para 4 de maio, a pedido do Planalto.
  • O Brasil detém cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, mas produz apenas 1% do total no país.
  • O especialista aponta que a China responde por 40% das reservas e por mais de 60% da produção mundial, destacando a necessidade de mais investimentos e pesquisas no Brasil.
  • Um dos desafios é transformar os recursos em produtos com maior valor agregado antes da exportação, já que grande parte das terras raras sai do país sem beneficiamento local.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a criação de uma estatal para explorar minerais críticos no Brasil. A ideia foi apresentada em dois projetos de lei, que propõem a companhia chamada Terrabras. A decisão foi anunciada após uma reunião no Palácio da Alvorada, na quarta-feira passada, com a participação de ministros. O Planalto adiou a apresentação do projeto para 4 de maio.

Segundo apuração, o governo não pretende criar uma estatal desse setor. A proposta de transformar terras raras, lítio e níquel em ativos nacionais ganhou contornos políticos, mas ficou sem andamento imediato após o encontro no Palácio. O adiamento visa alinhar a estratégia com políticas públicas já em curso.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o professor Matheus Lisboa, da Universidade Estadual Paulista, afirmou que o Brasil possui cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, mas responde por apenas 1% da produção. Ele aponta necessidade de mais investimentos e de desenvolvimento tecnológico.

Desafios e investimentos

Lisboa destacou que a concentração de reservas na China é expressiva, com cerca de 40% do total, além de produção global superior a 60%. O professor enfatizou a importância de ampliar o risco e o volume de pesquisas para quase toda a cadeia de mineração.

Ele ressaltou que a ausência de uma base tecnológica suficiente impede o beneficiamento avançado dos minerais. O governo poderia incentivar investimentos em pesquisa mineral, bem como em novos projetos de mineração em Goiás, Minas Gerais, Amazônia e Bahia.

Segundo o especialista, transformar as reservas em produtos de maior valor agregado é essencial para reduzir a dependência de importações. Atualmente, grande parte das terras raras extraídas sai sem beneficiamento significativo para países como China e Estados Unidos.

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