- A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, indica espaço para uma terceira via nas eleições de outubro, mas aponta falta de oferta adequada.
- Quase um terço do eleitorado se declara não polarizado (22%) ou anti-Lula/anti-Bolsonaro (8%).
- Outros 13% votam em candidatos de esquerda ou direita, mas são antipolíticos em relação aos polos.
- A ideia de terceira via depende da fragilização de um polo, segundo o cientista político Leonardo Barreto.
- O perfil do público não polarizado é feminino, residentes no Sudeste, com 25 a 40 anos, ensino médio e renda entre dois e cinco salários mínimos.
A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta espaço ainda não explorado para uma terceira via nas eleições de outubro. O estudo analisa cenários e intenções de voto, destacando lacunas de oferta política.
Quase um terço do eleitorado não se reconhece em polarização, seja anti-Lula ou anti-Bolsonaro. São 22% que se dizem não polarizados e 8% que se posicionam como anti-Lula e anti-Bolsonaro.
Há ainda um grupo de 13% que, embora apoie candidatos de esquerda ou direita, torce o nariz para as opções apresentadas. Esse contingente é descrito como antilulista sem anticorbertoneiro claro.
Perfil do eleitor
Entre os não polarizados, o retrato demográfico revela maior presença de mulheres, residentes no Sudeste, com idade entre 25 e 40 anos, ensino médio completo e renda entre dois e cinco salários. Esses dados ajudam a entender onde a demanda por uma terceira via ainda persiste.
Cenários de voto e viabilização
As simulações da BTG/Nexus indicam que candidaturas como Caiado (PSD), Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não capturam esse público com facilidade. Em um segundo turno hipotético sem essas opções, uma parcela expressiva de eleitores rejeita Lula.
Mesmo diante de potenciais alternativas, parte desse eleitorado antipetista tende a apoiar nomes como Flávio Bolsonaro, dependendo do andamento do pleito. O estudo reforça que a demanda por terceira via existe, mas a oferta permanece insuficiente.
Conclusão
O levantamento conclui que o interesse por uma terceira via continua vivo, mas não há oferta suficiente para convertê-lo em votos expressivos. O desafio é traduzir esse espaço em opções políticas viáveis para outubro.
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