- O livro A Ilha do Silêncio: terror e genocídio na terra do fogo, de José Godoy, chega às livrarias em 20 de maio, pela editora Fósforo.
- A obra descreve a Ilha Downson, no extremo sul da América do Sul, como palco da violência humana ao longo da história.
- No fim do século XIX, a ilha sediou uma missão salesiana que confinou povos originários, contribuindo para sua quase extinção.
- Anos depois, o espaço foi usado pela ditadura chilena, sob Augusto Pinochet, para reprimir a resistência ligada ao governo deposto de Salvador Allende.
- O autor explica que as dificuldades de visitar a ilha contribuíram para a escrita do livro, buscando relatos de pessoas que conhecem esse capítulo da história do Chile e de seu país.
A Ilha Downson, localizada no extremo sul da América do Sul, inspira o novo livro do escritor José Godoy. A obra, com o título A Ilha do Silêncio: terror e genocídio na terra do fogo, chega às livrarias em 20 de maio pela editora Fósforo. O livro traça uma linha entre passado e presente, revelando os abusos cometidos contra povos originários na região.
Godoy, que atua como escritor, crítico e editor, também é doutor em literatura. Além de produzir o texto, ele já participou de programas de rádio e atua na imprensa cultural, o que ajuda a fundamentar a abordagem do livro. A obra utiliza a Ilha Downson como foco para discutir violência histórica e memória.
A Ilha Downson fica na ponta sul do continente e, segundo o livro, foi palco de uma missão salesiana no final do século XIX que, segundo a narrativa, contribuiu para o confinamento de comunidades nativas. O texto analisa as consequências desse episódio para a história regional.
Décadas depois, o espaço teria sido utilizado pela ditadura chilena, liderada por Augusto Pinochet, com o objetivo de desarticular a resistência de aliados de Salvador Allende. A linha temporal apresentada busca conectar ações históricas distintas em uma mesma região.
Em entrevista exclusiva para a Coluna, o autor afirma que as dificuldades de acesso à Ilha Downson motivaram a escrita. Godoy ressaltou que o livro reúne relatos de diversas vozes para oferecer um retrato detalhado desse capítulo da história chilena e de seus vínculos com a memória local.
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