- Minas Gerais continua o principal palco da disputa presidencial de 2026: Lula tem 33% e Flávio Bolsonaro 27% no primeiro turno; no segundo turno, Lula aparece com 52% e Flávio com 48%.
- O estado, com mais de 16 milhões de eleitores, é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos venceram lá.
- O cenário mineiro permanece imprevisível, com empate técnico no segundo turno e margens que mantêm frágil o desempenho dos palanques do PT e do PL.
- O PT enfrenta indefinição de palanque em Minas, com pressão sobre o senador Rodrigo Pacheco e discussões sobre alianças, incluindo a possível aproximação com Alexandre Kalil.
- No lado bolsonarista, não há definição de candidatura única para o governo do estado; liderança local é de Cleitinho Azevedo, enquanto o governador Romeu Zema mantém candidatura presidencial própria, dificultando a unificação do campo.
Minas Gerais volta a figurar como o principal campo de disputa na corrida presidencial de 2026. A pesquisa Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira, aponta Lula à frente no estado no cenário de primeiro turno, mas dentro da margem de erro, e com Lula na liderança no segundo turno.
No primeiro turno, Lula registra 33% das intenções de voto em Minas, frente a 27% de Flávio Bolsonaro. No cenário de segundo turno, o petista aparece com 52% contra 48% do senador do PL. A margem de erro mantém o estado como altamente imprevisível.
O peso político de Minas, com mais de 16 milhões de eleitores, justifica o interesse dos partidos. Desde a redemocratização, todo presidente eleito venceu também no estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do país.
A pesquisa sugere um quadro mais favorável a Lula do que em ciclos anteriores. Em 2018, Haddad perdeu Minas para Bolsonaro; em 2022, Lula teve vitória apertada por 0,2 ponto percentual. Agora, Lula ganha distância máxima, ainda com empate técnico no 2º turno.
Entretanto, o Palácio do Planalto encara indefinição no palanque mineiro. Originalmente, Lula apoiava Rodrigo Pacheco como candidato ao governo para estruturar uma aliança ampla, pressionando o senador a liderar a chapa.
A crise se intensificou após a rejeição de Jorge Messias ao STF, gerando desconfiança interna sobre a articulação de Pacheco. Persistem dúvidas sobre a disposição do senador de encabeçar o projeto mineiro.
Lideranças do PT já cobram definição de palanque. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, pediu clareza sobre Pacheco e mobilização de um palanque competitivo em Minas.
No campo bolsonarista, não há consenso sobre o nome que consolide a direita local. Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos, lidera as projeções para o governo do estado, enquanto Romeu Zema, do Novo, mantém candidatura presidencial própria.
Essa fragmentação amplia a complexidade mineira: Lula permanece competitivo, porém sem estrutura consolidada, e Flávio Bolsonaro avança nacionalmente sem controle político claro do território.
Cenário e perspectivas
- A indefinição gera tensão entre lideranças locais e nacionais de ambos os lados.
- A escolha de alianças pode redesenhar o palanque mineiro nas próximas semanas.
- O estado continua a ser visto como chave para o resultado nacional, dada sua representatividade eleitoral.
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