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Relatório aponta que JK foi assassinado pela ditadura, afirma comissão

Relatório da Comissão aponta que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura; votação pode justificar retificação de certidões e reconhecimento oficial

A imagem em preto e branco mostra um carro conversível gravemente danificado após um acidente. O veículo parece estar destruído, com a parte traseira completamente esmagada e a estrutura deformada. O local do acidente parece ser uma área rural ou uma estrada com vegetação ao redor. No fundo, há uma estrutura que pode ser um viaduto ou uma ponte. Um homem, possivelmente um policial ou investigador, observa a cena no interior do carro. A atmosfera da foto sugere um evento trágico ocorrido à noite
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  • Relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura em 1976, e não vítima de acidente de automóvel.
  • O texto, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, aguarda votação entre os conselheiros da CEMDP em breve, após adiamento para estudo do documento.
  • A comissão pode também recomendar a retificação das certidões de óbito de JK e de Geraldo Ribeiro, conforme avaliação de casos anteriores de vítimas da ditadura.
  • O relatório não propõe novas investigações, baseando-se em trabalhos pré-existentes, incluindo o inquérito civil do Ministério Público Federal (MPF) concluído em 2021.
  • A aprovação depende de ao menos cinco votos entre os sete conselheiros, com supporte de membros convidados e representantes da sociedade civil.

A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) deve apreciar um relatório que sustenta que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura em 1976, e não vítima de um acidente de trânsito. O documento é assinado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso.

O relatório aponta que a morte de JK ocorreu em 22 de agosto de 1976, em consequência de ações do Estado, e não por choque entre o Opala e um ônibus como defendido em outras ocasiões. A partir dele, a CEMDP pode propor a retificação da certidão de óbito.

Elaborado para exame pelos demais conselheiros, o texto será votado no próximo encontro do colegiado. A reunião ocorreu após adiamento, para que os integrantes estudassem um volume superior a 5 mil páginas de anexos e fundamentos.

A CEMDP funciona como órgão de Estado, criado em 1995, com apoio técnico do Ministério dos Direitos Humanos. Sua função é reconhecer casos de mortes ou desaparecimentos político durante o período entre 1961 e 1988 e examinar pedidos de familiares.

A investigação que embasa o relatório também recorre a um inquérito civil do Ministério Público Federal, concluído em 2021, que não descartou totalmente a possibilidade de atentado, mas apontou falhas graves nas apurações da época.

Segundo o MPF, houve evidências técnicas que refutaram hipóteses iniciais, como a colisão com o ônibus. A perícia conduzida por um engenheiro contratado pelo MPF abrangeu laudos antigos e introduziu um estudo que questiona o originário veredito de acidente.

Caso a CEMDP aprove o relatório, poderá haver a retificação da certidão de óbito de JK e de Geraldo Ribeiro, motorista que também morreu no acidente. A decisão não envolve indenização, pois o reexame ocorreu fora dos prazos legais para tais requerimentos.

O documento também contextualiza o papel de JK na oposição à ditadura e sua relação com movimentos oposicionistas. O texto ressalta o cenário político da época e as tensões regionais, sem emitir juízos políticos.

Entre os membros do plenário, a expectativa é de que o relatório seja aprovado com aliança de votos de conselheiros e representantes da sociedade civil, mantendo o tom técnico e documental do processo. A relatora não comentou o conteúdo em decisão ainda vigente.

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