- O Ministério de Minas e Energia cancelou a reunião do Conselho Nacional de Política Energética que discutiria o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32% (E30 para E32, respectivamente), sem nova data marcada para o encontro.
- A deliberação dependia do ministro Alexandre Silveira; o motivo do cancelamento não foi informado até a publicação.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sinalizado, recentemente, que o governo avançaria com as misturas obrigatórias, citando E32 e B16 no diesel.
- Os testes para comprovar a viabilidade técnica do E32 já estão adiantados; para o B16, os estudos devem começar ainda em maio e durar no mínimo seis meses, com expectativa de anúncio até o fim do ano.
- A pauta de aumento das misturas está prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, que prevê avanço gradual desde que haja viabilidade técnica.
O Ministério de Minas e Energia cancelou a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que debatiria o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% (E30) para 32% (E32). O encontro, presidido pelo ministro Alexandre Silveira, estava marcado para 7 de maio e foi remarcado para esta segunda-feira (11.mai.2026), sem uma nova data definida.
A deliberação sobre a ampliação depende da atuação de Silveira. O Poder360 apurou que o Ministério ainda não informou o motivo do cancelamento. O CNPE continua sem prazo para um novo agendamento.
Avanços e declarações oficiais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, em 30 de abril, que o governo está próximo de anunciar a ampliação das misturas obrigatórias, incluindo o E32 e o B16 no diesel, que subiria de 15% para 16%. Os testes técnicos necessários para o E32 já estão adiantados, permitindo a avaliação do CNPE.
Quanto ao biodiesel, o governo pretende iniciar estudos para o B16 ainda em maio, com duração estimada de pelo menos seis meses. A expectativa é anunciar a mudança até o final do ano, conforme o planejamento atual.
Contexto regulatório e perspectivas
A ideia de ampliar as misturas está prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024. O texto determina que a ampliação seja gradual, desde que haja viabilidade técnica. O cronograma previa avanço para o B16 em março, mas a data foi adiada.
O debate ocorre em um momento de alta nos preços de combustíveis fósseis, influenciados pela volatilidade do petróleo Brent. A sessão do CNPE envolve atores do governo e entidades do setor que defendem o fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis para reduzir custos e dependência externa.
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