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Brasil discute punição a criminosos: o que a população pensa

Maioria defende polícia mais preparada e aplicação das leis existentes; 29% concordam com “bandido bom é bandido morto”

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  • 55% dos brasileiros defendem aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, e 39% defendem o aumento das penas, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Sou da Paz.
  • Apenas 29% concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”; 73% acreditam que criminosos devem ser julgados e presos pelos seus crimes.
  • 65% querem uma polícia mais preparada; 32% defendem mais policiais nas ruas.
  • 57% da população mudou a rotina por medo de violência; 94% reconhecem algum grau de violência na cidade onde vivem.
  • 82% apoiam o uso de câmeras corporais por policiais; a confiança nas forças de segurança é maior na Polícia Federal (68%) do que na Polícia Civil (52%) e na Polícia Militar (58%).

O Instituto Sou da Paz divulgou os resultados de uma pesquisa nacional sobre percepção de segurança e punição a criminosos. O estudo, encomendado pelo instituto, ouviu 1.115 pessoas em 40 cidades entre novembro e dezembro de 2025. O foco foi entender como brasileiros avaliam leis, fiscalização e estratégias de segurança.

Entre os dados, 65% dos entrevistados defendem que a polícia seja melhor preparada para enfrentar a violência, enquanto 32% desejam mais policiais nas ruas. Ainda, 55% aprovam a aplicação das leis já existentes a todos os criminosos, e 39% defendem o aumento das penas. Apenas 29% concordam com a ideia de “bandido bom é bandido morto”; 73% acreditam que criminosos devem ser julgados e presos.

Lugar mais seguro é perto de casa

A pesquisa mostra que 57% da população mudou hábitos por medo de violência. Além disso, 94% reconhecem algum grau de violência na cidade onde vivem. A sensação de segurança é maior quando a pessoa está no próprio bairro ou na rua branda, com 47% e 59% se sentindo seguras, respectivamente.

Mudanças de comportamento incluem evitar saída à noite (53%), ficar atento ao uso do celular (31%) e alterar trajeto (29%).

Percepção de violência e crimes mais relatados

O estudo aponta que roubos e furtos são citados por 91% dos respondentes como crimes frequentes, e 89% destacam o roubo de celular. Tráfico de drogas, assassinatos e violência contra mulheres aparecem entre os itens considerados mais comuns. A presença do crime organizado também é mencionada por 77%.

Polícia, tecnologia e confiança nas instituições

A maioria não apoia apenas ampliar o efetivo: 32% acreditam que mais policiais nas ruas ajudam, enquanto 65% defendem polícia mais preparada. O uso de câmeras corporais tem apoio de 82%. Sobre armas, 60% são contrários ao acesso doméstico, e 77% entendem que armas legais acabam em mãos usadas no crime no mercado ilegal.

A confiança nas forças de segurança é maior na Polícia Federal (68%), seguida pela Polícia Civil (52%) e pela Polícia Militar (58%); a guarda municipal fica com 55%. A diretora-executiva Carolina Ricardo aponta que a população busca soluções que vão além de medidas tradicionais, com foco em eficácia, prevenção e respeito à lei.

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