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Diretor da AtlasIntel explica polêmica na pesquisa Lula x Flávio

Diretor da AtlasIntel afirma que vazamento dos áudios atingiu eleitores moderados, conservadores e evangélicos, configurando o primeiro grande baque a Flávio Bolsonaro

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  • A AtlasIntel aponta Lula com 47% no 1º turno e Flávio com 34%; no 2º turno, Lula aparece com 48,9% e Flávio com 41,8%.
  • No programa Ponto de Vista, o diretor de risco político Yuri Sanches disse que o episódio gerou um “momento de fragilidade” para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
  • O PL questionou a pesquisa, alegando indução de respostas pelo áudio; a AtlasIntel sustenta que o método da amostra ficou separado do áudio para evitar contaminação.
  • O áudio, segundo Sanches, atingiu a credibilidade de Flávio, com explicações até então não surtindo efeito significativo no eleitorado.
  • O caso teve alcance amplo entre eleitores (95% souberam do episódio) e aumentou a associação ao entorno de Jair Bolsonaro (de 28% para 43%), com possibilidade de recuperação parcial de Flávio e de permanecer ativo na campanha.

A AtlasIntel divulgou nesta terça-feira uma pesquisa para medir o impacto do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro na corrida presidencial. O estudo aponta que o episódio gerou fragilidade na pré-candidatura de Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, frente a Lula.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 47% no primeiro turno, enquanto Flávio fica com 34%. No cenário de segundo turno, Lula tem 48,9% e Flávio, 41,8%. A leitura do diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches, é de que o vazamento dos áudios contribuiu para esse desgaste.

Por que o PL contestou a pesquisa? Dirigentes do partido alegaram que o estudo induziu respostas ao reproduzir o áudio envolvendo Flávio e Vorcaro. A AtlasIntel afirmou que não havia notificação formal e que o método, separado do áudio, evita contaminação dos resultados.

Como ocorreu a separação entre questões eleitorais e o áudio? O responsável pela metodologia explicou que o respondente completa o questionário antes de ouvir o material. Após a conclusão, os participantes acessam o áudio em uma interface separada para registrar reações sem influenciar respostas iniciais.

O que pesou na avaliação de Flávio? Sanches apontou que há dois fatores relevantes: percepção de corrupção associada ao caso e a negação anterior de proximidade com Vorcaro. O áudio, com a expressão “meu irmão”, seria visto como evidência de vínculo não repudiado previamente.

Além disso, o estudo indica forte alcance entre eleitores conservadores: 95% afirmaram conhecer o caso envolvendo o Banco Master. Entre os impactos, houve aumento de associação do episódio ao entorno político de Jair Bolsonaro, de 28% para 43%.

A pesquisa aponta ainda queda de apoio entre eleitores que votaram em Bolsonaro em 2022, estimando perda de cerca de 10% para Flávio. Jovens e evangélicos aparecem entre os públicos mais afetados, segundo a AtlasIntel.

Há perspectiva de recuperação para Flávio Bolsonaro? Sanches disse que ainda existe margem, e que a queda não se traduz automaticamente em ganho suficiente para Lula. Indecisos, brancos e nulos tendem a crescer, mantendo espaço para a campanha bolsonarista.

Paralelamente, o diretor destacou o potencial prolongado do tema Banco Master na disputa. Ele acredita que o episódio pode continuar ativo na memória do eleitor e ser explorado pela campanha de Lula, influenciando o tom da campanha.

Observação: o conteúdo resume trechos do programa Ponto de Vista, com produção assistida por inteligência artificial e supervisão humana.

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