- O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, vai analisar pedido de urgência do PL para impugnar a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, 19.
- O PL alega parcialidade na pesquisa devido à reprodução de áudio em que Flávio Bolsonaro solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A impugnação foi apresentada no fim de semana, 18, e questiona a metodologia da sondagem e a reprodução do áudio dentro do questionário.
- A distribuição do caso no TSE foi feita por sorteio; o processo chegou ao gabinete da ministra Estela Aranha e, posteriormente, à presidência, que pode decidir ou redistribuir.
- O AtlasIntel afirmou que não houve irregularidades e que o áudio foi reproduzido após a conclusão do questionário; a empresa ressalta que a pesquisa mede impactos em tempo real e mantém postura imparcial.
O ministro Nunes Marques, presidente do TSE e ministro do STF, vai analisar o pedido de urgência do PL para derrubar a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, 19. A ação questiona a parcialidade do levantamento, em razão de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A impugnação foi apresentada na noite de segunda-feira, 18. Advogados do PL, Marcelo Bessa e Maria Claudia Bucchianeri, alegam que a reprodução do áudio no questionário induz o entrevistado e afeta cenários da corrida presidencial.
O processo estava sob distribuição automática e foi parar no gabinete da ministra Estela Aranha, antes de ser encaminhado à presidência do TSE. Nunes Marques pode decidir o limiar da liminar ou remetê-lo a outro ministro.
AtlasIntel afirmou não haver irregularidade na pesquisa. O instituto informou que o áudio foi reproduzido após a conclusão do questionário e que o objetivo é medir impactos em tempo real, com segmentação demográfica. Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, reiterou a neutralidade da instituição.
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