- O Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral para suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta terça-feira, 19, que mostrou queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto.
- A legenda argumenta que o questionário foi montado para induzir respostas negativas, com perguntas sequenciais sobre o caso Vorcaro e trechos envolvendo o Banco Master.
- O PL afirma que houve uso de mecanismos de priming, framing e ancoragem para associar Flávio a supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal.
- A defesa também contesta a exibição de um áudio atribuído ao senador, alegando ausência de cadeia de custódia, autenticidade e documentação completas.
- A ação pede liminar para parar a divulgação, acesso aos microdados e registros da pesquisa, além de possível multa e ressalvas futuras sobre o caráter estimulativo das perguntas.
O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta terça-feira (19). O partido afirma que o levantamento induz respostas negativas contra Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.
Segundo a legenda, o questionário foi elaborado para extrapolar a função de medir opinião e inserir perguntas sobre o Banco Master, além de reproduzir um áudio envolvendo Flávio. O PL sustenta que houve uso de priming, framing e ancoragem para associar o senador a fraudes investigadas pela Polícia Federal.
A defesa aponta que oito das 48 perguntas tratam das conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro e a reprodução do áudio não tem cadeia de custódia comprovada nem documentação suficiente. O partido sustenta que a reprodução do conteúdo transforma a pesquisa em estímulo negativo.
A ação também pede liminar para impedir a divulgação da pesquisa e requer acesso aos microdados, ao sistema interno da AtlasIntel, aos registros de aplicação do questionário e aos arquivos relacionados ao áudio apresentado aos entrevistados.
A NATUREZA da solicitação inclui ainda multa caso haja irregularidades metodológicas. Como alternativa, o PL sugere que futuras divulgações apresentem ressalvas sobre o caráter estimulativo das perguntas.
A AtlasIntel afirmou que a divulgação do áudio ocorreu apenas após o término das perguntas eleitorais. O CEO Andrei Roman disse que não há problema metodológico e que a agência atua de forma imparcial.
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